A confirmação dos primeiros casos humanos de febre do Nilo Ocidental em São Paulo aumentou a atenção das autoridades de saúde para a doença.
A infecção é transmitida principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex e, embora geralmente não provoque sintomas ou cause manifestações leves, pode evoluir para problemas neurológicos em uma pequena parcela dos infectados.
Os dois primeiros registros paulistas foram identificados em Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. Uma mulher de 34 anos, que havia viajado para a região amazônica, apresentou a infecção e se recuperou. O outro caso é de uma jovem de 18 anos, que permanece internada.
A vigilância também foi intensificada em outras partes do país após a confirmação de dois casos em Santa Catarina, sendo um deles fatal. No Piauí, outro caso é considerado provável.
Quais são os sintomas
Grande parte das pessoas infectadas não apresenta manifestações. Entre os pacientes que desenvolvem sintomas, os quadros costumam ser leves.
Os sinais mais frequentes incluem:
- febre e mal-estar;
- falta de apetite;
- náuseas e vômitos;
- dor de cabeça;
- dores musculares;
- dor nos olhos;
- manchas na pele;
- aumento dos gânglios linfáticos.
Em casos menos frequentes, a infecção pode atingir o sistema nervoso e provocar encefalite ou meningite. Confusão mental, alterações de consciência, tremores e convulsões estão entre os sinais de alerta que exigem atendimento médico imediato.
Não há vacina nem antiviral específico
Atualmente, não existe vacina disponível para prevenir a febre do Nilo Ocidental em seres humanos nem medicamento antiviral específico contra a infecção.
Nos quadros leves, o tratamento é voltado principalmente ao controle dos sintomas e à recuperação do paciente. Repouso, hidratação e medicamentos recomendados por profissionais de saúde podem fazer parte dos cuidados.
Quando ocorrem complicações neurológicas, pode ser necessária internação hospitalar. Em situações mais graves, o paciente pode precisar de cuidados intensivos, hidratação intravenosa, suporte respiratório e outras medidas de acordo com seu estado clínico.
Como ocorre o diagnóstico
A investigação considera os sintomas, os exames laboratoriais e o histórico de exposição do paciente, incluindo possíveis locais onde ele poderia ter entrado em contato com mosquitos transmissores.
A identificação dos casos também auxilia as autoridades a determinar possíveis áreas de circulação do vírus e a adotar medidas de vigilância e controle.
Como evitar a infecção
Como ainda não existe vacina para humanos, a prevenção depende principalmente da redução do contato com mosquitos e do controle dos locais onde eles podem se reproduzir.
Entre as principais medidas estão o uso de repelente, a instalação de telas em portas e janelas e a eliminação de recipientes que acumulem água.
Em regiões com circulação do vírus ou presença de mosquitos capazes de transmiti-lo, esses cuidados devem ser reforçados. Diante de sintomas compatíveis, especialmente manifestações neurológicas, é importante procurar atendimento médico.
*Da Agência Fonte Exclusiva
