CCJ da Câmara aprova PEC que acaba com aposentadoria compulsória como punição para juízes

Proposta altera sanções disciplinares aplicadas a magistrados, mantém atuação do CNJ e seguirá para comissão especial antes de votação em plenário.

A CCJ da Câmara aprovou a admissibilidade de PEC que extingue a aposentadoria compulsória como punição para magistrados. Texto ainda passará por comissão especial e pelo plenário.

Imagem: Reprodução/ Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (8), a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 291/2013, que extingue a aposentadoria compulsória como penalidade disciplinar aplicada a magistrados.

Com o aval da comissão, a proposta avança para a análise de uma comissão especial. Caso seja aprovada nessa etapa, ainda precisará ser votada em dois turnos pelo plenário da Câmara dos Deputados antes de seguir para o Senado.

O texto mantém a competência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para determinar o afastamento e a remoção de magistrados, mas modifica o conjunto de sanções disciplinares previstas para a categoria.

Pela proposta, a suspensão poderá ser aplicada por até 90 dias, enquanto a pena de disponibilidade ficará limitada ao prazo máximo de dois anos.

A PEC também estabelece novas regras para a tramitação dos processos administrativos disciplinares. Após a conclusão do procedimento, o Ministério Público deverá ser comunicado em até 30 dias para avaliar o caso e decidir sobre eventual adoção de medidas judiciais.

Durante esse período, o magistrado permanecerá afastado das funções e receberá vencimentos proporcionais até o trânsito em julgado da decisão judicial.

O texto prevê ainda que, caso a representação seja arquivada ou o processo judicial seja encerrado com decisão definitiva favorável ao juiz, ele será reconduzido ao cargo. Nessa hipótese, terá direito ao pagamento das diferenças salariais acumuladas durante o afastamento, além da contagem desse período para todos os efeitos legais.

A proposta faz parte de uma discussão sobre a atualização das regras de responsabilização disciplinar de magistrados e ainda precisará passar pelas próximas etapas de tramitação antes de uma eventual promulgação.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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