Senado aprova regras mais rígidas para teor de cacau em chocolates vendidos no Brasil

Projeto estabelece percentuais mínimos de cacau, reforça exigências de rotulagem e segue agora para sanção presidencial.

Senado aprova projeto que define novos padrões mínimos de cacau em chocolates no Brasil e cria regras de transparência na rotulagem de produtos.

Imagem: Ilustração/ Agência Fonte Exclusiva

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (15), em regime de urgência, um projeto de lei que estabelece novos padrões mínimos de cacau na composição de chocolates e derivados comercializados em todo o território nacional.

A proposta segue agora para análise e possível sanção do presidente da República, segundo informações da Agência Senado.

A principal alteração prevista no texto é a definição de percentuais obrigatórios de sólidos de cacau para cada tipo de produto.

Além disso, a legislação determina maior transparência nas embalagens, rótulos e peças publicitárias, que deverão informar de forma clara a quantidade total de cacau presente nos alimentos, incluindo produtos fabricados no Brasil e itens importados.

De acordo com as novas regras, para que um produto seja classificado como chocolate, ele deverá conter no mínimo 35% de sólidos totais de cacau, incluindo pelo menos 18% de manteiga de cacau e 14% de sólidos isentos de gordura.

No caso do chocolate ao leite, o índice mínimo será de 25% de cacau, além de 14% de sólidos de leite ou derivados.

O texto também define parâmetros para outras categorias. O cacau em pó deverá apresentar pelo menos 10% de manteiga de cacau e limite máximo de 9% de umidade.

Já o chocolate em pó precisará conter no mínimo 32% de sólidos totais de cacau. Para o chocolate branco, a exigência será de ao menos 20% de manteiga de cacau e 14% de sólidos de leite.

A proposta é um substitutivo ao projeto original apresentado pelo senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), com relatório final do senador Angelo Coronel (Republicanos-BA).

Durante a votação, parlamentares destacaram que a medida pode fortalecer a cadeia produtiva do cacau no país, com impacto positivo especialmente para pequenos produtores e para a agricultura familiar.

O Brasil ocupa atualmente a sexta posição no ranking mundial de produção de cacau, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

Após sanção presidencial, a nova lei deverá entrar em vigor 360 dias depois de sua publicação oficial, prevendo ainda sanções em caso de descumprimento.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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