Senado aprova projeto que cria regras para proteger crianças e adolescentes na internet

“PL da adultização” segue para sanção presidencial e prevê punições para plataformas digitais em caso de descumprimento das normas

Senado aprova marco legal de proteção infantil na internet. Texto exige verificação de idade, combate a conteúdos impróprios e prevê multas milionárias para plataformas digitais. Projeto agora aguarda sanção de Lula.

Plenário do Senado Federal durante sessão. Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O Senado aprovou nesta quarta-feira (27) o projeto de lei que estabelece regras para a proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais, conhecido como “PL da adultização”. A matéria, que já havia passado pela Câmara e sofreu ajustes, segue agora para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O relator no Senado, Flávio Arns (PSB-PR), elogiou as mudanças feitas pelos deputados, mas promoveu alterações pontuais. Entre elas, retirou o dispositivo que permitia o uso de “loot boxes” em jogos eletrônicos, prática que associa a recompensas virtuais elementos semelhantes a jogos de azar. Segundo ele, não existem limites seguros para a utilização desse tipo de recurso por menores de idade.

O texto aprovado também obriga empresas a remover e comunicar autoridades sobre conteúdos ligados a exploração e abuso sexual, sequestro ou aliciamento. Além disso, prevê diretrizes para proteção de dados, publicidade digital, controle parental e classificação etária de conteúdos.

As sanções para empresas que descumprirem a lei vão de advertências e multas — que podem chegar a R$ 50 milhões por infração — até a suspensão ou proibição de atividades. Os valores arrecadados com multas serão destinados ao Fundo Nacional para a Criança e o Adolescente.

Durante a tramitação na Câmara, o projeto recebeu o apelido de “ECA digital”, em referência ao Estatuto da Criança e do Adolescente. Também ficou prevista a criação futura de uma autoridade administrativa autônoma para fiscalizar o cumprimento das regras.

O projeto, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), ganhou força após denúncias do influenciador Felca sobre a sexualização de menores em conteúdos online.

Da Agência Fonte Exclusiva.

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