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Os efeitos da violência doméstica nas crianças que testemunham agressões

Redação Por Redação
08/05/2022 - 22:26
em Saúde
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Realizado pela Universidade de Toronto, um recente estudo analisou dados relacionados à experiência de testemunhar atos de violência doméstica na infância e suas possíveis implicações na saúde mental durante a fase adulta. Os resultados foram publicados no Journal of Family Violence, periódico ligado à revista Nature.

A pesquisa levantou informações de 17.739 pessoas que responderam a um questionário do Canadian Community Health Survey-Mental Health e deu foco aos 326 respondentes que afirmaram ter testemunhado violência doméstica parental (VDP) em mais de dez ocasiões antes dos 16 anos. Esses casos são classificados como crônicos pelos pesquisadores.

Com base nessa análise, descobriu-se que 22.5% das pessoas que testemunharam VDP desenvolveram depressão na idade adulta. Dentre os respondentes que não viveram essa experiência, apenas 9.1% disseram ter tido episódios de depressão.

Em se tratando de distúrbios de ansiedade, o percentual é de 15.2% e 7.1% respectivamente. E, em relação ao uso abusivo de drogas e medicamentos, a porcentagem é de 26.8% e 19.2%.

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“Muitas crianças que são expostas a violência doméstica parental ficam constantemente vigilantes e permanentemente ansiosas, temendo que qualquer conflito vire agressão. Por isso, não nos surpreende que, décadas depois, quando já são adultas, aquelas com histórico de violência doméstica parental tenham uma prevalência elevada de distúrbios de ansiedade”, diz Deirdre Ryan‑Morissette, que é coautor do estudo.

Os pesquisadores reconhecem que o estudo tem uma série de limitações. Os questionários do Canadian Community Health Survey-Mental Health não incluem dados sobre a duração da VDP em anos, a natureza da relação dos respondentes com o agressor, nem a gravidade da violência testemunhada. Mesmo assim, os autores do estudo defendem quem os resultados colhidos apontam para a necessidade de mais pesquisas a respeito do tema.

As informações são da Galiler.

Tags: #Violência Contra Crianças#Violência doméstica
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