STF analisa ação penal e pode condenar Eduardo Bolsonaro por difamação contra Tábata Amaral

Ministro Alexandre de Moraes vota por pena em regime aberto em caso relacionado a publicação nas redes sociais; julgamento segue no plenário virtual até o fim de abril.

STF inicia julgamento de ação penal contra Eduardo Bolsonaro por difamação contra Tábata Amaral. Moraes vota por condenação a um ano de prisão em regime aberto.

Imagem: Reprodução/ Lula Marques/ Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) começou nesta sexta-feira (17) o julgamento de uma ação penal que pode resultar na condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por difamação contra a deputada federal Tábata Amaral (PSB-SP).

Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes se manifestou pela condenação do parlamentar a um ano de prisão em regime aberto.

A análise ocorre em plenário virtual e permanecerá aberta para votação dos demais ministros até o dia 28 de abril.

A ação judicial tem origem em uma publicação feita por Eduardo Bolsonaro em 2021 nas redes sociais.

Na postagem, ele associou um projeto de lei apresentado por Tábata Amaral — que previa a distribuição gratuita de absorventes para pessoas em situação de vulnerabilidade — a supostos interesses empresariais ligados ao empresário Jorge Paulo Lemann, a quem se referiu como “mentor-patrocinador” da parlamentar.

Ao avaliar o caso, Alexandre de Moraes entendeu que a manifestação ultrapassou os limites da liberdade de expressão e configurou ofensa à honra da deputada.

Segundo o ministro, a publicação teve caráter difamatório e atingiu tanto a imagem pública quanto aspectos da vida privada da parlamentar, potencializado pelo alcance das redes sociais.

Na decisão, o relator afirmou que houve intenção de atacar a honra da autora da ação por meio da divulgação do conteúdo.

A defesa de Eduardo Bolsonaro sustenta que as declarações estariam protegidas pela imunidade parlamentar.

O ex-deputado vive atualmente nos Estados Unidos e perdeu o mandato após registrar número elevado de ausências em sessões da Câmara dos Deputados.

Até o momento, apenas o voto do relator foi registrado. Os demais ministros do STF ainda irão se manifestar no decorrer do julgamento.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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