Gilmar Mendes classifica recomendação da CPI como “erro histórico” e defende STF após relatório

Ministro do Supremo critica proposta de indiciamento de integrantes da Corte e diz que iniciativa extrapola limites institucionais.

Gilmar Mendes reage a relatório da CPI do Crime Organizado e chama de “erro histórico” a recomendação de indiciamento de ministros do STF.

Imagem: Reprodução/ Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes reagiu nesta terça-feira (14) à recomendação da CPI do Crime Organizado do Senado que sugere o indiciamento de integrantes da Corte e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, em investigações relacionadas ao Banco Master.

Durante a abertura da sessão da Segunda Turma, o decano do STF afirmou que a proposta representa um “erro histórico” e classificou a iniciativa como destituída de base jurídica para atingir ministros do Supremo.

Mendes destacou que a inclusão de magistrados em pedidos dessa natureza ultrapassa limites institucionais e técnicos, afirmando que a medida compromete a lógica do sistema de Justiça.

Ele também criticou a divulgação de informações ligadas às investigações, mencionando o que classificou como vazamentos seletivos e a construção de narrativas antes da conclusão dos processos.

O ministro reforçou a defesa da independência do Judiciário e afirmou que a Corte não deve sofrer pressões externas, seja de natureza política ou da opinião pública. Em tom mais leve, disse lidar com críticas com naturalidade e afirmou não se intimidar com desafios.

As declarações também foram reproduzidas em redes sociais, nas quais reiterou que o STF não pode ser “emparedado” por pressões políticas ou midiáticas.

A repercussão do relatório da CPI motivou ainda reação da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), que considerou precipitadas e sem fundamento as conclusões envolvendo o procurador-geral da República.

A entidade afirmou que as investigações seguem em andamento na Polícia Federal e dentro dos trâmites do Ministério Público Federal.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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