A defesa do general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, apresentada à 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), causou irritação entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Durante a sessão, os advogados sustentaram que Nogueira tentou demover Bolsonaro de qualquer medida de exceção, colocando o ex-presidente no epicentro da tentativa de golpe após a derrota nas eleições de 2022.
Ministros do STF se surpreenderam com a firmeza da defesa, que detalhou episódios envolvendo o general no governo passado. A ministra Cármen Lúcia questionou o significado de “demover”, buscando esclarecer a ligação de Nogueira com eventuais medidas de exceção, ponto que Bolsonaro e outros réus negavam até o julgamento.

A estratégia da defesa gerou forte repercussão entre aliados e advogados de outros envolvidos, que consideram que a narrativa pode complicar a situação de Bolsonaro na fase final do processo. Comentários de ex-integrantes do governo, como Fábio Wajngarten, indicam insatisfação com a teoria apresentada no STF, classificando-a como uma “teoria conspiratória” criada por auxiliares do presidente para se protegerem.
Nos bastidores, a situação de Paulo Sérgio e do ex-ministro Augusto Heleno (GSI) está sendo avaliada separadamente por alguns ministros, que consideram que houve divergências de posicionamento entre os militares durante os acontecimentos de janeiro de 2023. Enquanto Heleno teria se afastado após reuniões em que mencionou “virar a mesa”, Nogueira teria atuado para impedir a concretização do golpe, segundo relatos das Forças Armadas.
*Da Agência Fonte Exclusiva.
