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Home Política
Conselho Nacional de Justiça afasta desembargador do TJMG enquanto investiga denúncias e possíveis irregularidades na atuação do magistrado.

Juarez Rodrigues/TJMG

CNJ determina afastamento de desembargador do TJMG durante apuração de denúncias

Magistrado também foi alvo de operação da Polícia Federal após questionamentos sobre atuação judicial.

Redação Por Redação
27/02/2026 - 15:24
em Política
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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou, nesta sexta-feira (27), o afastamento cautelar do desembargador Magid Nauef Láuar, integrante da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A medida ocorre no contexto de investigações conduzidas pelo órgão disciplinar do Judiciário, com apoio da Polícia Federal.

O afastamento foi decidido após o magistrado se tornar alvo de representações e pedidos formais de investigação relacionados a um voto que resultou na absolvição de um homem acusado de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 12 anos. Na mesma decisão, também havia sido absolvida a mãe da vítima, apontada no processo como possível participante ou omissa diante do crime.

A decisão judicial provocou ampla repercussão pública e motivou o envio de denúncias ao CNJ. Segundo o conselho, novas acusações surgiram após a divulgação do caso, indicando que o desembargador teria cometido supostos crimes sexuais durante períodos anteriores de sua carreira, quando atuou como juiz nas comarcas de Ouro Preto e Betim, em Minas Gerais.

A Corregedoria Nacional de Justiça informou que cinco mulheres que se apresentam como vítimas já prestaram depoimento. A análise preliminar apontou a existência de fatos recentes ainda passíveis de responsabilização legal, o que levou à continuidade das apurações.

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Como medida preventiva, o CNJ determinou o afastamento do magistrado de suas funções para preservar o andamento das investigações e impedir qualquer interferência no processo.

Mudança de decisão

Antes do afastamento, o desembargador havia revisado sua própria posição no caso que gerou a controvérsia. Em decisão individual proferida na quarta-feira (25), ele restabeleceu a sentença de primeira instância que condenava o acusado e a mãe da adolescente, além de determinar a prisão dos envolvidos.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais informou, por meio de nota, que o desembargador não irá se manifestar publicamente enquanto as investigações estiverem em andamento.

*Da Agência: Fonte Exclusiva

Tags: #Atualidades#CNJ#Direito#Investigação#JustiçaNacional#NoticiasBrasil#PoderJudiciário#PoliciaFederal#TJMG#TransparênciaPública
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