A tradicional febre do álbum da Copa do Mundo voltou a movimentar torcedores em todo o Brasil, mas também trouxe à tona uma preocupação ambiental pouco conhecida: o descarte correto do papel utilizado atrás das figurinhas.
Conhecido como liner, o material possui uma camada de silicone que impede a reciclagem convencional e exige tratamento especializado.
A mobilização ganhou força após uma campanha criada pela consultora em sustentabilidade Patrícia Meirelles.
A iniciativa começou de maneira simples durante a Copa de 2022, quando ela percebeu o grande volume de resíduos acumulados enquanto os filhos completavam o álbum do torneio.
O que inicialmente seria apenas uma ação entre amigos rapidamente se espalhou pelas redes sociais e passou a receber adesão de pessoas de diversas regiões do país. Segundo a organizadora, quase um milhão de liners foram reciclados na edição passada da campanha.
Com a Copa do Mundo de 2026, o movimento voltou ainda mais forte. Influenciadores digitais ajudaram a ampliar o alcance da iniciativa, levando escolas, empresas e centros comerciais a criarem pontos voluntários de arrecadação.
O principal objetivo é evitar que o material seja descartado junto ao lixo reciclável comum. Como o liner possui silicone em sua composição, ele pode prejudicar equipamentos utilizados em cooperativas e comprometer processos industriais de reciclagem.
Todo o material recolhido está sendo enviado para a empresa Polpel, localizada em Guarulhos, na Grande São Paulo, especializada nesse tipo de reaproveitamento.
Além da destinação ambiental correta, a campanha também possui caráter social: os recursos arrecadados com a reciclagem serão revertidos para o Hospital GRAACC, referência no tratamento de crianças e adolescentes com câncer.
A expectativa dos organizadores é ultrapassar duas toneladas de resíduos coletados até o encerramento da campanha, previsto para agosto.
Quem quiser participar pode encaminhar os liners para:
Rua Padre Marcos, 761 – Cidade Aracília – Guarulhos (SP)
CEP: 07250-071
Os organizadores também disponibilizam pontos de coleta espalhados pelo Brasil por meio do perfil MovimentoSobreNós nas redes sociais.
*Da Agência Fonte Exclusiva
