Justiça restabelece imposto de 12% sobre exportação de petróleo após decisão no TRF-2

Tribunal atende pedido do governo e volta a permitir cobrança contestada por grandes empresas do setor.

TRF-2 restabelece imposto de 12% sobre exportações de petróleo após recurso da AGU. Medida impacta empresas e contas públicas.

Imagem: Reprodução/ Tânia Rêgo/Agência Brasil

A cobrança do imposto sobre exportações de petróleo voltou a ter validade após uma nova decisão da Justiça Federal no Rio de Janeiro.

A informação foi confirmada nesta sexta-feira (17) pela Advocacia-Geral da União (AGU).

A mudança ocorreu após o presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, desembargador Luiz Paulo da Silva Araújo Filho, suspender a decisão anterior que barrava a aplicação da alíquota de 12%.

Ao analisar o caso, o magistrado considerou os argumentos apresentados pelo governo federal sobre possíveis impactos negativos nas contas públicas caso a cobrança permanecesse suspensa.

Segundo a AGU, a interrupção do tributo poderia gerar perdas relevantes de arrecadação.

Na decisão, também foi destacado que as empresas do setor possuem capacidade financeira para arcar com o imposto.

O desembargador ressaltou ainda que, caso a cobrança seja considerada indevida no futuro, existe a possibilidade de ressarcimento dos valores pagos.

A medida vinha sendo questionada por grandes companhias do setor de energia, como TotalEnergies, Repsol Sinopec, Petrogal, Shell e Equinor.

A cobrança da alíquota está prevista na Medida Provisória 1.340/2026, editada pelo governo federal em março.

A iniciativa tem como objetivo reduzir pressões sobre os preços dos combustíveis, especialmente o diesel, em um cenário de instabilidade no mercado internacional de petróleo.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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