Governo anuncia novos decretos para conter alta dos combustíveis e reforçar controle de preços

Medidas incluem subsídio ao diesel e ao gás de cozinha, além de fiscalização mais rígida sobre distribuidoras

Governo federal anuncia três decretos para conter preços de combustíveis e reforçar controle sobre distribuidoras em meio à alta do petróleo.

Imagem: Reprodução/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O governo federal anunciou nesta terça-feira (14) um novo conjunto de medidas para tentar conter o aumento dos preços dos combustíveis, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, que tem impactado o mercado internacional de petróleo.

Segundo os ministérios da Fazenda, de Minas e Energia, do Orçamento e a Secretaria Nacional do Consumidor, serão editados três decretos voltados à regulamentação de mecanismos de subsídio ao diesel e ao gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha.

Uma das medidas determina que distribuidoras beneficiadas por incentivos deverão prestar contas semanalmente à Agência Nacional do Petróleo (ANP), informando suas margens de lucro.

O objetivo é ampliar a transparência e o acompanhamento dos preços ao longo da cadeia de distribuição.

Outro decreto estabelece regras e prazos para a adesão dos estados à política de subsídio ao diesel, que vem sendo articulada pelo governo federal como forma de reduzir o impacto dos custos ao consumidor final.

Em coletiva, o secretário extraordinário da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que a oferta de combustíveis no país está acima da demanda e que o abastecimento estaria garantido.

Segundo ele, “os preços estão estabilizados e os suprimentos estão assegurados”, destacando ainda que a produção interna supera o consumo.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu o aumento da fiscalização sobre as distribuidoras beneficiadas e afirmou que a atuação dos órgãos de controle será intensificada, com participação também da sociedade no monitoramento dos preços.

Já a Secretaria Nacional do Consumidor informou que milhares de postos estão sendo fiscalizados e que centenas de investigações foram abertas para apurar possíveis irregularidades em reajustes.

O terceiro decreto anunciado trata especificamente do GLP, com foco na redução do impacto dos custos para o consumidor final. O governo estima impacto de cerca de R$ 300 milhões na cadeia de produção e prevê remanejamento de recursos para compensar os efeitos das medidas.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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