Caso Deolane: OAB-SP pede prisão domiciliar na falta de Sala de Estado Maior

Defesa institucional cita garantias previstas em lei para advogados presos cautelarmente.

Influenciadora Deolane Bezerra teve prisão mantida após audiência de custódia em São Paulo.

📸Reprodução/Divulgação

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo (OAB-SP) acompanhou oficialmente a audiência de custódia envolvendo a advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra, presa preventivamente no âmbito da Operação Vérnix, investigação conduzida por autoridades paulistas sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e movimentações financeiras investigadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público.

Durante a audiência realizada na capital paulista, integrantes da Comissão de Prerrogativas da OAB-SP solicitaram que fossem observadas as garantias asseguradas aos profissionais da advocacia previstas na Lei Federal nº 8.906/94, conhecida como Estatuto da Advocacia.

O pedido formal apresentado pela entidade defende que eventual custódia da influenciadora ocorra em Sala de Estado Maior, estrutura destinada a advogados presos cautelarmente antes de condenação definitiva. A Ordem também sustentou que, caso o sistema prisional não disponha desse espaço específico, a medida deve ser convertida em prisão domiciliar até nova decisão judicial.

Segundo a OAB-SP, a atuação institucional no caso não representa manifestação sobre o mérito das investigações, mas sim a necessidade de garantir o respeito às prerrogativas profissionais previstas na legislação federal para advogados regularmente inscritos na Ordem.

Durante a audiência de custódia, a defesa de Deolane também pediu que a Justiça levasse em consideração a situação familiar da influenciadora, especialmente em relação à filha menor de idade. Os advogados citaram dispositivos previstos no artigo 318-A do Código de Processo Penal e no artigo 227 da Constituição Federal, que tratam da proteção integral da criança e da possibilidade de substituição da prisão preventiva por domiciliar em situações específicas.

A Justiça decidiu manter a prisão preventiva da influenciadora após a audiência. A decisão judicial, no entanto, determinou que fossem observadas as garantias legais relacionadas ao exercício da advocacia durante o período de custódia.

O caso também provocou repercussão no sistema penitenciário paulista após entidades ligadas aos policiais penais questionarem supostas condições diferenciadas concedidas à influenciadora dentro da unidade prisional. A Secretaria da Administração Penitenciária informou que todas as medidas adotadas seguem determinações judiciais e observam os direitos previstos em lei.

A defesa de Deolane Bezerra informou que pretende recorrer da decisão judicial e reafirmou que a influenciadora nega as acusações investigadas pelas autoridades paulistas.

*Da Agência Fonte Exclusiva 

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