Governo brasileiro reafirma compromisso contra trabalho forçado após investigação dos EUA

Vice-presidente Geraldo Alckmin destaca fiscalização ativa e adesão a protocolo da OIT em resposta a inquérito comercial que envolve cerca de 60 países.

Brasil reforça combate ao trabalho forçado após investigação comercial dos EUA. Vice-presidente Geraldo Alckmin lembra adesão a protocolo da OIT e fiscalização ativa para proteger trabalhadores.

Imagem: Reprodução/Gettyimages.ru / Rodrigo Paiva / Stringer/ Via RT

O governo brasileiro reiterou neste sábado (14) o compromisso de combater o trabalho forçado, após os Estados Unidos anunciarem uma investigação comercial que inclui múltiplos países, entre eles o Brasil.

Durante visita a uma concessionária da Scania em Brasília, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o inquérito americano não tem como foco exclusivo o país e destacou que o Brasil mantém fiscalização contínua e segue todos os tratados internacionais relacionados ao tema.

Alckmin lembrou que, em 24 de fevereiro, assinou junto ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o Decreto nº 12.857, formalizando a adesão a um protocolo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que prevê medidas de proteção às vítimas e punições rigorosas contra a exploração laboral. “Ninguém tem mais compromisso de combater trabalho forçado do que o governo brasileiro”, declarou.

A investigação foi aberta pelo Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) na quinta-feira (12), com base na Seção 301(b) da Lei de Comércio de 1974, que permite analisar práticas comerciais consideradas desleais.

O inquérito abrange cerca de 60 países, incluindo China, Índia, Rússia, Argentina, Reino Unido, Canadá e membros da União Europeia.

Segundo Jamieson Greer, embaixador e Representante Comercial dos EUA, o objetivo da apuração é avaliar casos em que trabalhadores e empresas americanas competem com produtores estrangeiros que podem se beneficiar de custos artificiais obtidos por meio de trabalho forçado.

O Brasil já enfrenta outra investigação sob a mesma legislação, iniciada em 2025, abordando temas como Pix, comércio irregular, propriedade intelectual, taxas de importação e desmatamento.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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