Defesa de Bolsonaro nega golpismo e ataca credibilidade de Mauro Cid

Advogados afirmam que acusação é "absurda" e sem provas; pedem anulação da delação de Cid. Julgamento deve ocorrer em setembro.

Em documento de 197 páginas ao STF, defesa de Bolsonaro rebate acusações de golpe e diz que ex-presidente garantiu transição pacífica. #BolsonaroSTF #TramaGolpista

(AFP via Getty Images)

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) suas alegações finais no processo que o acusa de liderar uma suposta tentativa de golpe de Estado, classificando as acusações da Procuradoria-Geral da República (PGR) como “absurdas” e sem provas concretas. Em um documento de 197 páginas, os advogados negam qualquer participação do ex-presidente em planos para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou nos atos de 8 de janeiro de 2023.

Falta de provas e críticas à delação de Mauro Cid

A defesa, liderada pelo advogado Celso Vilardi, argumenta que não há evidências que liguem Bolsonaro a supostas minutas golpistas ou a uma organização criminosa. O texto afirma que a acusação não conseguiu apresentar documentos assinados pelo ex-presidente nem provas de que ele tenha ordenado ações contra o STF ou o TSE. Além disso, os advogados atacaram a credibilidade de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, chamando-o de “delator sem credibilidade” e pedindo a anulação de sua colaboração premiada.

Transição pacífica e estado de saúde

A defesa destacou que Bolsonaro garantiu a transição de governo “sem intercorrências” e que, no final de 2022, ele estava debilitado por uma infecção na perna, o que o teria impedido de articular qualquer movimento golpista. “Ele determinou a transição, evitou o caos com os caminhoneiros e atestou aos seus eleitores que o mundo não acabaria em 31 de dezembro”, diz o texto.

Próximos passos

O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, deve consolidar o processo em um relatório final, abrindo caminho para o julgamento na Primeira Turma do STF, composta também por Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Luiz Fux. A expectativa é que o julgamento ocorra em setembro.

Além de Bolsonaro, outros 33 réus são acusados de crimes como associação criminosa e tentativa de abolição do Estado democrático, incluindo o ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto e o ex-comandante do Exército Paulo Sérgio Nogueira.


Fontes: STF, Defesa de Jair Bolsonaro, PGR.

Da Agência Fonte Exclusiva.

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