O sistema elétrico de Cuba voltou a sofrer uma pane de grandes proporções nesta sexta-feira (10), deixando todo o país sem fornecimento de energia.
A informação foi divulgada pela União Elétrica de Cuba, que confirmou a interrupção nacional. Este é o terceiro apagão de alcance geral registrado na ilha nas últimas duas semanas.
O novo colapso acontece poucos dias depois de outro blecaute registrado no domingo (6), quando diversas regiões cubanas ficaram sem eletricidade. Na ocasião, as autoridades informaram que uma investigação seria realizada para identificar as causas da falha.
Antes desse episódio, uma pane na estação Victoria de Girón, próxima a Havana, também havia provocado uma interrupção ampla no fornecimento de energia, afetando diferentes áreas do território cubano.
A sequência de problemas evidencia a fragilidade do sistema energético do país, que enfrenta dificuldades para manter a operação regular das usinas e da rede de distribuição. A falta de combustíveis, limitações na infraestrutura e problemas de manutenção são apontados como alguns dos fatores que agravam a crise.
O governo cubano afirma que parte das dificuldades está relacionada às restrições econômicas impostas pelos Estados Unidos, classificadas pelas autoridades da ilha como um bloqueio que prejudica o acesso a recursos, combustíveis e equipamentos necessários para o setor energético.
As relações entre os dois países voltaram a registrar tensão após o presidente norte-americano Donald Trump assinar, no fim de maio, uma ordem executiva declarando “emergência nacional” em relação a Cuba. A medida foi justificada pelo governo americano como resposta a uma suposta ameaça à segurança dos Estados Unidos e da região.
Entre as ações anunciadas por Washington estão possíveis tarifas contra países que comercializem petróleo com Cuba e sanções para governos ou empresas que não cumpram as determinações estabelecidas pelos Estados Unidos.
Recentemente, o governo norte-americano também anunciou medidas contra a Unión Cuba-Petróleo (CUPET), empresa estatal cubana responsável por atividades ligadas ao setor de petróleo e gás.
As autoridades cubanas afirmam que as restrições internacionais dificultam a compra de combustíveis e a aquisição de peças e equipamentos essenciais para a manutenção da infraestrutura elétrica. Já o governo dos Estados Unidos argumenta que as medidas fazem parte de uma estratégia de pressão política sobre o governo cubano.
A crise energética ocorre em meio a uma série de dificuldades econômicas enfrentadas pela população cubana, incluindo problemas de importação, escassez de combustíveis e desafios para manter serviços básicos em funcionamento.
*Da Agência Fonte Exclusiva
