Israel iniciou o racionamento de seus interceptores de mísseis mais sofisticados em resposta à intensificação dos ataques balísticos do Irã, segundo reportagem do The Wall Street Journal divulgada na sexta-feira (27).
Para conter os lançamentos iranianos, as forças israelenses têm usado principalmente os sistemas Arrow (Flecha), considerados de última geração, mas cujos estoques já eram limitados desde o conflito de junho do ano passado.
Com a escassez, o Exército começou a adaptar versões do sistema Honda de David, originalmente projetado para interceptar foguetes e mísseis de curto alcance, na tentativa de derrubar mísseis maiores e de longo alcance, nem sempre com sucesso.
O uso de munições menos avançadas reflete a pressão sobre as forças militares israelenses, que precisam conter ataques em massa de mísseis e drones iranianos com arsenais limitados e complexos de repor.
A situação se agrava devido à escassez de interceptores para sistemas americanos THAAD, empregados na proteção de aliados de Washington.
O sistema de defesa israelense é organizado em camadas: o Domo de Ferro atua contra foguetes de curto alcance; o Honda de David intercepta mísseis balísticos e de cruzeiro; e os sistemas Flecha 2 e Flecha 3 são destinados a mísseis balísticos de longo alcance.
Considerado um dos mais avançados do mundo, o conjunto de defesa aérea de Israel enfrenta agora desafios logísticos e estratégicos significativos diante da escalada das hostilidades do Irã, exigindo adaptações e priorização de recursos limitados.
*Da Agência Fonte Exclusiva
