O Papa Francisco doou seus “últimos bens” aos detentos mantidos em uma fábrica de massas no centro de detenção juvenil Casale del Marmo, em Roma, Itália, afirmou o monsenhor Benoni Ambarus, diretor do escritório para o cuidado pastoral dos prisioneiros e responsável pela caridade em Roma, ao jornal La Repubblica na quarta-feira (24).
“Ele enviou 200 mil euros do próprio bolso”, disse o membro da igreja, que também contou detalhes de uma conversa que teve com o Papa Francisco, falecido na segunda-feira (22):
“Quando pedi uma doação, ele me disse que as finanças estavam esgotadas e acrescentou: “Não se preocupe, eu tenho algo na minha conta”.
Durante seus 12 anos de papado, Francisco visitou regularmente prisões e pediu que a dignidade dos presos fosse respeitada. Em várias ocasiões, seguindo a tradição da Igreja, o Sumo Pontífice lavou os pés das pessoas privadas de liberdade, em um gesto semelhante ao de Jesus Cristo na Última Ceia.
“Apesar do enorme empenho [do Papa Francisco], a instituição [Igreja] não fez nada, nem mesmo um pequeno gesto”, afirmou o monsenhor sobre o que está por vir após a morte do pontífice. “Meu balanço não é positivo”, acrescentou.
Da Agência Fonte Exclusiva, com informações da RT Brasil.
