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Cientistas japoneses descobrem que tempestade solar extrema pode alterar barreira de radiação da Terra. Estudo revela riscos para satélites.

Imagem: Reprodução/ Legion-media.ru / ZUMA Press, Inc./ Via RT

Tempestade solar revela falha em barreira de proteção da Terra

Cientistas japoneses identificaram passagem de partículas de alta energia durante evento extremo de 2024; descoberta pode ajudar a proteger satélites e missões espaciais.

redacao Por redacao
01/11/2026 - 18:43
em Tecnologia
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Uma tempestade solar de intensidade excepcional revelou um comportamento inesperado no ambiente magnético que envolve a Terra.

Dados coletados por um satélite japonês mostraram que partículas altamente energéticas conseguiram atravessar uma região que normalmente limita sua movimentação em direção às áreas internas dos cinturões de radiação do planeta.

A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade de Nagoya, no Japão, a partir de observações realizadas durante a tempestade geomagnética de maio de 2024, considerada uma das mais intensas das últimas décadas.

O estudo, liderado pelo físico espacial Yoshizumi Miyoshi, indica que a barreira natural existente na magnetosfera terrestre pode sofrer alterações significativas quando o planeta é atingido por fenômenos solares extremos.

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A pesquisa também oferece novas informações sobre os riscos enfrentados por satélites e equipamentos que operam no espaço.

Satélite detectou aumento expressivo de radiação

As observações foram realizadas pelo Arase, satélite japonês desenvolvido para estudar partículas energéticas e fenômenos associados ao campo magnético terrestre.

Durante a tempestade de maio de 2024, classificada como G5, nível máximo da escala geomagnética, os instrumentos registraram a presença de elétrons com energias da ordem de megaelétron-volts em uma região normalmente protegida.

Essas partículas são conhecidas informalmente como elétrons assassinos, devido à capacidade de danificar componentes eletrônicos utilizados em equipamentos espaciais.

Segundo os pesquisadores, a quantidade de elétrons energéticos detectados na área analisada aumentou mais de 5 mil vezes.

O resultado chamou a atenção porque mostrou que a região de proteção não funciona como uma barreira absoluta em todas as condições.

Entenda o que são os cinturões de Van Allen

A Terra possui regiões de radiação conhecidas como cinturões de Van Allen, formadas por partículas carregadas que ficam aprisionadas pela influência do campo magnético do planeta.

Esses cinturões fazem parte do ambiente espacial terrestre e apresentam diferentes concentrações de partículas energéticas.

Entre as regiões interna e externa existe uma área onde a presença de determinados elétrons de alta energia costuma ser bastante reduzida.

Essa região funciona como uma espécie de limite natural, dificultando que partículas extremamente energéticas avancem em direção ao cinturão interno.

Entretanto, os dados obtidos durante a tempestade de 2024 demonstraram que esse comportamento pode mudar em situações excepcionais.

Como a tempestade solar alterou a barreira?

De acordo com a interpretação dos cientistas, a intensa atividade geomagnética provocou modificações na distribuição de plasma frio presente na magnetosfera.

Essas mudanças favoreceram a propagação de ondas eletromagnéticas que interagem com partículas carregadas.

A combinação desses fenômenos permitiu que elétrons fossem acelerados a velocidades próximas à da luz e alcançassem regiões onde normalmente aparecem em quantidades muito menores.

A descoberta indica que a intensidade da tempestade solar, as características do plasma e a interação entre ondas e partículas podem modificar significativamente a distribuição da radiação ao redor da Terra.

Descoberta preocupa setor espacial

O fenômeno tem importância especial para a segurança dos satélites e das missões espaciais.

Elétrons altamente energéticos podem atravessar determinados materiais de proteção e provocar falhas em circuitos, sensores e sistemas eletrônicos.

Esses danos podem comprometer equipamentos utilizados em telecomunicações, observação da Terra, monitoramento meteorológico e navegação.

O conhecimento sobre a movimentação dessas partículas também contribui para o planejamento de missões tripuladas e para o desenvolvimento de medidas de proteção contra a radiação.

Apesar do alerta, os pesquisadores não afirmam que essas partículas tenham atravessado a atmosfera e alcançado diretamente a superfície terrestre.

O campo magnético e a atmosfera continuam sendo fundamentais para a proteção da vida no planeta.

Tempestade de 2024 foi classificada no nível máximo

O evento de maio de 2024 recebeu classificação G5, a mais elevada da escala utilizada para medir tempestades geomagnéticas.

Esse tipo de fenômeno ocorre quando partículas e campos magnéticos provenientes do Sol interagem intensamente com a magnetosfera terrestre.

Dependendo da intensidade, tempestades geomagnéticas podem afetar sistemas de comunicação, sinais de GPS, satélites e redes de distribuição de energia elétrica.

O episódio também foi marcado pela ocorrência de auroras em regiões onde esses fenômenos são menos frequentes.

Pesquisa pode melhorar previsões do clima espacial

Os resultados obtidos pelo satélite Arase oferecem novas informações para o desenvolvimento de modelos capazes de prever a movimentação de partículas energéticas durante tempestades solares.

Compreender essas alterações é importante para antecipar riscos e orientar medidas de segurança em operações espaciais.

A descoberta também reforça que o ambiente magnético terrestre é dinâmico e pode responder de maneiras diferentes a eventos solares extremos.

Para a comunidade científica, o estudo representa mais um avanço na compreensão do clima espacial e de seus possíveis impactos sobre tecnologias cada vez mais presentes no cotidiano.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #Astronomia#CampoMagnético#Ciência#CinturoesDeVanAllen#ClimaEspacial#DescobertaCientifica#Espaço#RadiacaoEspacial#SateliteArase#Tecnologia#TempestadeSolar#Terra#UniversidadeDeNagoya#Universo
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