Rio registra 14 casos e quatro mortes por febre maculosa em 2026

Período entre julho e novembro exige atenção maior para contato com carrapatos em áreas de risco

Febre maculosa acende alerta no Norte Fluminense durante período de maior incidência da doença.

Imagem | Divulgação

O estado do Rio de Janeiro confirmou 14 casos de febre maculosa e quatro mortes pela doença em 2026, considerando os registros contabilizados até 9 de agosto. Os óbitos ocorreram em municípios do Norte e Noroeste Fluminense: dois em Itaperuna, um em Campos dos Goytacazes e outro em São Fidélis.

O caso fatal mais recente foi registrado em São Fidélis. A vítima foi o médico-veterinário Gabriel Serra, de 30 anos, cuja morte teve diagnóstico de febre maculosa confirmado após análise laboratorial realizada pela Fiocruz.

Apesar de o número de registros estar abaixo dos anos anteriores, a doença continua exigindo atenção. Em 2024, o Rio teve 46 casos confirmados e 19 mortes. Em 2025, foram 33 casos e 14 óbitos. Com quatro mortes entre os 14 casos contabilizados neste ano, a letalidade em 2026 está em torno de 28%.

A febre maculosa é uma infecção causada por bactérias do gênero Rickettsia e transmitida principalmente pela picada de carrapatos infectados. O risco é maior em locais com presença desses animais, especialmente áreas rurais, pastos, matas e ambientes frequentados por cavalos e capivaras.

Os primeiros sintomas podem ser confundidos com outras infecções e incluem febre alta, dor de cabeça, dores musculares, náusea e mal-estar. Em alguns pacientes, manchas avermelhadas surgem na pele durante a evolução do quadro.

Um dos principais riscos está justamente na demora para iniciar o tratamento. A doença pode evoluir rapidamente para formas graves, por isso médicos devem considerar a possibilidade de febre maculosa quando houver sintomas compatíveis e histórico recente de contato com carrapatos ou permanência em áreas de risco.

Norte e Noroeste exigem atenção

O período entre julho e novembro é tradicionalmente associado ao aumento da ocorrência de febre maculosa em determinadas regiões. No estado do Rio, municípios como Campos dos Goytacazes, Italva, Itaperuna, Macaé e Porciúncula aparecem entre áreas que merecem atenção especial.

Para reduzir o risco, a recomendação é evitar contato direto com áreas infestadas por carrapatos, utilizar roupas compridas e claras em locais de vegetação, verificar cuidadosamente o corpo após atividades ao ar livre e retirar rapidamente qualquer carrapato encontrado.

Quem apresentar febre, dor de cabeça ou dores pelo corpo após contato com carrapatos ou passagem por áreas rurais deve procurar atendimento médico e informar essa possível exposição. O tratamento precoce é um dos fatores mais importantes para evitar complicações e mortes.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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