As comemorações de São João são marcadas por fogueiras, fogos de artifício e bombinhas, tradições que fazem parte da cultura popular brasileira.
No entanto, o período também registra um aumento expressivo nos casos de queimaduras, tornando fundamental a adoção de medidas preventivas e o conhecimento sobre os primeiros socorros para evitar complicações.
Segundo a dermatologista Raíssa Maria, o atendimento realizado nos primeiros minutos após a queimadura é decisivo para reduzir os danos à pele, aliviar a dor e diminuir o risco de sequelas permanentes.
A primeira orientação é colocar a região atingida sob água corrente em temperatura ambiente por um período de 10 a 20 minutos.
O resfriamento da pele ajuda a interromper a progressão da lesão, reduz a temperatura do local e proporciona alívio da dor.
Após esse procedimento, a recomendação é proteger a área com um pano limpo e procurar atendimento médico o mais rápido possível.
A especialista explica que a gravidade da queimadura depende da profundidade da lesão.
As queimaduras de segundo grau atingem as camadas mais superficiais da pele e costumam provocar bolhas e dor intensa. Já as de terceiro grau destroem todas as camadas da pele e podem atingir tecidos mais profundos, exigindo atendimento médico imediato.
Outro alerta importante diz respeito às receitas caseiras frequentemente utilizadas após acidentes.
Substâncias como manteiga, pasta de dente, clara de ovo, pó de café e outros produtos não devem ser aplicadas sobre a queimadura. Além de não trazerem benefícios, essas práticas aumentam o risco de infecção, dificultam a avaliação médica e comprometem o processo de cicatrização.
Para reduzir o número de acidentes durante as festas juninas, a médica recomenda manter crianças sempre afastadas das fogueiras, utilizar fogos de artifício apenas em locais apropriados, longe de redes elétricas e áreas com vegetação seca, além de nunca manusear bombinhas ou outros artefatos explosivos após o consumo de bebidas alcoólicas.
Também é importante respeitar as orientações dos fabricantes dos fogos de artifício, acender os dispositivos em locais abertos e manter distância segura após a ignição. Em caso de falha no funcionamento, o artefato não deve ser reacendido ou manipulado.
Com medidas simples de prevenção e atendimento adequado logo após o acidente, é possível aproveitar as festas juninas com mais segurança, reduzindo significativamente o risco de queimaduras graves e outras ocorrências durante as celebrações.
*Da Agência Fonte Exclusiva
