Paternidade tardia no Brasil: desafios e benefícios para pais que esperam para ter filhos

Homens que se tornam pais após os 50 anos relatam mais maturidade e tempo para a criação, mas enfrentam desafios relacionados à saúde e fertilidade.

A paternidade após os 50 anos cresce no Brasil, trazendo mais maturidade e tempo para os filhos. Conheça relatos reais e saiba os cuidados médicos necessários para essa nova fase.

Imagem: ilustração/canvas

Com os avanços da medicina, o aumento da longevidade e a melhora na qualidade de vida dos idosos, a paternidade tardia tem se tornado uma realidade cada vez mais comum no Brasil. Homens que optam por ter filhos após os 50 anos relatam uma experiência enriquecedora, marcada por maior maturidade, mais tempo disponível e uma relação mais próxima com os filhos.

Benefícios emocionais e sociais

Pais que se tornam pais mais velhos frequentemente destacam o tempo e a paciência que podem dedicar à criação dos filhos. A psicóloga Valmari Cristina Aranha, membro da Comissão de Formação Gerontológica da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), ressalta que a experiência e a maturidade adquiridas ao longo da vida ajudam na criação. “Você tem mais capacidade de fazer escolhas e mais tempo e disponibilidade para cuidar dessa criança”, afirma Aranha.

Desafios relacionados à saúde e fertilidade

Apesar dos benefícios emocionais, a paternidade tardia apresenta desafios relacionados à saúde e fertilidade masculina. Estudos indicam que, com o avanço da idade, há uma diminuição na qualidade dos espermatozoides, o que pode dificultar a concepção e aumentar o risco de complicações durante a gravidez. Segundo o urologista Marcelo Horta Furtado, membro da Sociedade Brasileira de Urologia e especialista em infertilidade masculina, “com o passar da idade, a produção de testosterona pelo corpo diminui, assim como a produção de espermatozoides”.

Alternativas para mitigar riscos

Para minimizar os riscos associados à paternidade tardia, especialistas recomendam manter hábitos saudáveis, como uma alimentação equilibrada e a prática regular de exercícios físicos. Além disso, técnicas de reprodução assistida, como o congelamento de espermatozoides, podem ser consideradas por homens que desejam postergar a paternidade.

A paternidade tardia no Brasil reflete mudanças culturais e sociais, com homens mais velhos assumindo o papel de pais com maior responsabilidade e dedicação. Embora apresente desafios, especialmente relacionados à saúde e fertilidade, os benefícios emocionais e sociais são significativos. Com cuidados adequados e acompanhamento médico, é possível vivenciar a paternidade de forma plena e saudável, independentemente da idade.

*Da Agência Fonte Exclusiva.

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