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Home Saúde
Paracxtamol riscos

(Divulgação)

Paracetamol: remédio mais popular do mundo ainda guarda mistérios e pode causar riscos graves em overdose

Apesar do uso centenário e da ampla disponibilidade sem receita médica, cientistas ainda não compreendem totalmente como o medicamento age no corpo.

Redação Por Redação
26/07/2023 - 09:06 - atualizado em 24/09/2025 - 19:14
em Saúde
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Disponível sem necessidade de receita e presente em praticamente todas as farmácias, o paracetamol é um dos medicamentos mais consumidos no mundo. Estima-se que apenas nos Estados Unidos sejam vendidas cerca de 49 mil toneladas ao ano, o que equivale a 298 comprimidos por pessoa. No Reino Unido, a média é de 70 unidades por habitante.

Embora tenha sido sintetizado no fim do século 19 e comercializado a partir dos anos 1950 sob o nome Tylenol, seu mecanismo de ação ainda não é totalmente compreendido. Pesquisas indicam que ele pode atuar no sistema nervoso central e em enzimas ligadas à dor e à febre, mas não há consenso entre os especialistas.

As evidências de eficácia também variam. Estudos do Instituto Cochrane mostram que o paracetamol não é mais eficaz que o placebo para dores lombares ou incômodos relacionados ao câncer, mas pode trazer benefícios modestos em casos de artrite, enxaqueca, dores pós-parto e pós-cirúrgicas.

Riscos de overdose

O maior alerta está no consumo excessivo. O limite diário para adultos é de 4 gramas. Acima disso, o fígado não consegue metabolizar a substância, o que pode levar a falência hepática aguda, principal causa de transplantes de fígado nos EUA e no Reino Unido.

Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), overdoses de paracetamol resultam em 56 mil atendimentos de emergência e cerca de 458 mortes anuais apenas nos EUA.

No Brasil, a Anvisa alerta que o consumo deve ser feito com cautela, sempre respeitando doses e intervalos recomendados.

Impactos sociais inesperados

Além dos efeitos físicos, estudos sugerem que o paracetamol pode até influenciar emoções e comportamento social. Pesquisas apontaram que voluntários medicados demonstraram menor empatia em experimentos, levantando questionamentos sobre efeitos ainda pouco explorados desse analgésico.

Apesar dos riscos e incertezas científicas, especialistas ressaltam que, quando usado corretamente, o paracetamol segue sendo uma das principais opções de tratamento para dor e febre, devido à eficácia em quadros leves, baixo custo e fácil acesso.

*Da Agência Fonte Exclusiva.

Tags: #Anvisa#Dor#FDA#Febre#Medicamentos#Overdose#Paracetamol#Saude#SegurançaMedicinal#Tylenol
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