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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou do projeto Sangue Corinthiano e anunciou o início da vacinação contra o VSR em gestantes no estado de São Paulo. Estado recebeu 134,5 mil doses do primeiro lote nacional.

Imagem: Reprodução/ Ministério da Saúde

Padilha participa de campanha de doação de sangue e marca início da vacinação contra VSR

Ministro da Saúde reforça importância da solidariedade na doação voluntária e destaca a imunização de gestantes contra o vírus sincicial respiratório.

Redação Por Redação
06/12/2025 - 19:04 - atualizado em 18/12/2025 - 21:59
em Saúde
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A agenda do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, neste sábado (6), foi marcada por duas ações voltadas à proteção da saúde pública: o incentivo à doação voluntária de sangue e o início da vacinação contra o vírus sincicial respiratório (VSR) no estado de São Paulo. Padilha participou do projeto Sangue Corinthiano, realizado na Neo Química Arena, iniciativa promovida pelo Corinthians para estimular a doação e fortalecer políticas de cuidado com a população.

Esta é a terceira vez que o ministro integra o movimento, participação que já havia ocorrido tanto durante sua gestão anterior quanto em sua atuação como infectologista. Em outras edições, ele esteve presente em mutirões no Parque São Jorge e em unidades da hemorrede paulista, reiterando que a doação regular de sangue e a vacinação são práticas essenciais para preservar vidas.

Início da vacinação contra o VSR e distribuição das doses

Durante a ação, Padilha destacou o início da vacinação de gestantes contra o VSR, principal causador de bronquiolite em recém-nascidos. Do primeiro lote nacional, formado por 673 mil doses, São Paulo recebeu 134,5 mil unidades — sendo 34 mil destinadas à capital. A campanha prevê a aquisição total de 1,8 milhão de doses, com investimento de R$ 1,17 bilhão.

O ministro reforçou a eficácia da imunização durante a gestação:

“A vacina contra a bronquiolite protege a gestante e o seu filho que está nascendo. É muito importante vacinar durante a gravidez para que o bebê já nasça protegido.”

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Padilha também ressaltou que o SUS garante acesso gratuito a uma vacina que, na rede privada, custa cerca de R$ 1,5 mil. A oferta foi viabilizada por meio de uma parceria entre o Instituto Butantan e o laboratório fabricante, que inclui transferência de tecnologia para que o país passe a produzir o imunizante, ampliando autonomia e equidade no acesso.

Relevância da vacina e situação epidemiológica

O vírus sincicial respiratório é responsável por aproximadamente 75% das bronquiolites e 40% das pneumonias em crianças de até dois anos. A imunização confere proteção imediata aos recém-nascidos, reduzindo a necessidade de internações e a ocorrência de casos graves.

Dados de 2025 indicam que, até 15 de novembro, o Brasil registrou 43,1 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao VSR. Desses, 35,5 mil internações envolveram crianças menores de dois anos, o que representa 82,5% do total.

Como a bronquiolite possui origem majoritariamente viral, o tratamento é baseado em suporte clínico, incluindo oxigênio suplementar, hidratação e uso de broncodilatadores em quadros com chiado respiratório.

Quem deve receber a vacina?

O público prioritário é formado por todas as gestantes a partir da 28ª semana, independentemente da idade materna. A recomendação é de dose única por gestação. Com a distribuição das doses às Unidades Básicas de Saúde, o Ministério da Saúde orienta que as equipes também atualizem outros imunizantes, como influenza e covid-19, que podem ser aplicados simultaneamente ao VSR.

A estratégia é sustentada por estudos como o Matisse, que demonstrou eficácia superior a 80% na prevenção de casos graves de VSR nos primeiros 90 dias de vida.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #AlexandrePadilha#Bronquiolite#DoaçãoDeSangue#Gestantes#InstitutoButantan#SangueCorinthiano#SãoPaulo#Saude#SaúdePública#SUS#VacinaçãoVSR
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