Nova terapia aprovada no Brasil traz esperança para pacientes com câncer de mama avançado

Medicamento será utilizado em tratamento de primeira linha para tumores HER2-positivos.

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📸Reprodução/ Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (18) uma nova indicação terapêutica para o medicamento Enhertu, utilizado no tratamento do câncer de mama.

Com a decisão, o medicamento, cujo princípio ativo é o trastuzumabe deruxtecana, poderá ser utilizado em combinação com o pertuzumabe no tratamento de primeira linha de pacientes diagnosticados com câncer de mama HER2-positivo.

A nova indicação contempla pacientes com doença irressecável quando o tumor não pode ser completamente removido por cirurgia e também casos metastáticos, situação em que o câncer se espalha para outras partes do corpo.

Tipo agressivo representa cerca de 20% dos casos

O câncer de mama HER2-positivo corresponde a aproximadamente 20% dos diagnósticos da doença e costuma apresentar comportamento mais agressivo, com maior risco de progressão rápida e evolução clínica desfavorável, principalmente em estágios avançados.

Mesmo com os avanços da medicina e o desenvolvimento de terapias mais modernas, especialistas apontam que a condição ainda é considerada incurável nos casos metastáticos, o que mantém o câncer de mama avançado como um importante desafio para a saúde pública.

Nova combinação terapêutica amplia possibilidades de tratamento

Segundo a Anvisa, a aprovação da nova indicação foi baseada em resultados de estudos clínicos que demonstraram melhora considerada clinicamente relevante e estatisticamente significativa na sobrevida livre de progressão da doença.

Esse indicador avalia o tempo em que o paciente permanece sem agravamento do câncer durante o tratamento, sendo um dos principais parâmetros utilizados em pesquisas oncológicas.

A expectativa é que a ampliação da indicação terapêutica ofereça uma nova alternativa para pacientes que enfrentam formas mais agressivas do câncer de mama HER2-positivo, ampliando as opções disponíveis no tratamento oncológico no país.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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