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Brasil registra queda de 30% nas mortes por malária em 2025, com menor número de casos da doença desde 1978, segundo o Ministério da Saúde.

Imagem: Reprodução/ Alex Pazuello/Secom

Mortes por malária caem 30% no Brasil em 2025, aponta Ministério da Saúde

País registrou 39 óbitos pela doença no ano passado, além de queda no número de casos e na forma grave da infecção.

redacao Por redacao
17/08/2026 - 18:45
em Saúde
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O Brasil registrou uma redução significativa nos casos e nas mortes provocadas pela malária em 2025. Dados apresentados pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (17) apontam que 39 pessoas morreram em consequência da doença no ano passado, ante 56 óbitos registrados em 2024.

A redução foi de aproximadamente 30% no número de mortes. Também houve diminuição de 15% nos casos de malária adquiridos dentro do território nacional, que passaram de um patamar superior ao de 2024 para 118.037 registros em 2025.

Segundo a pasta, esse foi o menor número de casos de malária registrado no Brasil desde 1978.

Os dados foram divulgados pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante o 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MedTrop), em Brasília.

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Casos graves também diminuíram

Além da redução geral dos registros, o Ministério da Saúde informou que os casos das formas mais graves da doença recuaram 30,7% em 2025.

Padilha atribuiu os resultados ao conjunto de medidas adotadas para ampliar a identificação da doença, a prevenção e o acesso ao tratamento.

A malária permanece especialmente relevante em áreas da Amazônia brasileira, onde fatores ambientais e sociais contribuem para a manutenção da transmissão.

Entre as estratégias adotadas pelo governo está a ampliação do acesso a medicamentos capazes de reduzir as recaídas da doença.

Tafenoquina é utilizada pelo SUS

A tafenoquina passou a integrar as opções de tratamento oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2023 para pacientes adultos com 16 anos ou mais, desde que tenham peso igual ou superior a 35 quilos.

A partir de 2024, o medicamento passou a ser administrado em dose única em determinadas situações, com o objetivo de reduzir a possibilidade de novas manifestações da malária.

A ação prolongada da substância contribui para diminuir o risco de recaídas.

Segundo o Ministério da Saúde, até junho de 2026, mais de 33,7 mil pessoas haviam recebido tratamento com tafenoquina no país. Desse total, 3.920 atendimentos ocorreram em Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).

A pasta também relaciona a redução dos registros à ampliação do diagnóstico, à disponibilidade de testes e ao acesso ao tratamento adequado.

Malária diminui em áreas indígenas

Segundo Alexandre Padilha, os casos de malária caíram mais de 40% em 2025 nas terras indígenas e em áreas de assentamentos rurais. A redução também foi observada em regiões da Amazônia, onde a doença apresenta historicamente maior incidência.

Um dos exemplos citados pelo Ministério da Saúde é o Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami.

No território, 1.515 pessoas receberam tratamento com tafenoquina. Entre março e junho de 2026, o número de recaídas caiu 61,9% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Também houve redução no total de casos registrados. Entre janeiro e julho de 2026, foram aproximadamente 7,6 mil ocorrências, contra cerca de 17 mil nos mesmos meses de 2025. A queda foi de aproximadamente 55%.

O território Yanomami foi apontado como a primeira área indígena a utilizar o medicamento no tratamento contra a malária.

O ministro também relacionou os resultados às ações de combate à doença e às medidas voltadas à recuperação nutricional realizadas na região.

Tratamento chega a crianças

A oferta de tafenoquina foi ampliada em 2026 com uma formulação destinada a crianças a partir de 2 anos e com peso mínimo de 10 quilos.

A apresentação pediátrica começou a ser disponibilizada em março deste ano.

Até junho, 1.446 crianças e adolescentes já haviam recebido o medicamento no país.

A ampliação do tratamento representa uma das estratégias adotadas pelo Ministério da Saúde para alcançar diferentes grupos da população expostos à doença.

Ministério reforça combate ao sarampo

Durante o congresso, Padilha também abordou as ações de controle do sarampo no Brasil.

O Ministério da Saúde reforçou a vacinação em diferentes regiões após a identificação de 38 casos importados da doença nos estados de São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Tocantins.

O Brasil recuperou em 2024 o certificado de eliminação do sarampo. Segundo o ministro, mesmo com a identificação de casos importados posteriormente, o país conseguiu manter a certificação em razão das medidas de vacinação, vigilância e controle.

O certificado havia sido perdido em 2019, após o surgimento de novos casos e a retomada da circulação do vírus no território nacional.

Vacinação é ampliada em cidades paulistas

Como resposta aos casos identificados, o Ministério da Saúde ampliou a estratégia de vacinação contra o sarampo em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.

Nessas localidades, a orientação apresentada pelo ministro contempla pessoas de 6 meses a 59 anos, independentemente de registros anteriores de vacinação ou da apresentação da carteira de vacinação.

Mais de 70 mil pessoas já haviam sido imunizadas na cidade de São Paulo dentro da estratégia de reforço mencionada pelo Ministério da Saúde.

Segundo Padilha, os casos importados registrados nas três cidades apresentaram cepas que circularam nos Estados Unidos e no Canadá.

América registra aumento de casos

O ministro também destacou que o continente americano enfrenta crescimento dos registros de sarampo desde 2025. Estados Unidos, Canadá e México concentram mais de 75% dos casos contabilizados na região, segundo os dados apresentados durante o congresso.

Diante desse cenário, o Ministério da Saúde mantém ações de vigilância e vacinação para impedir a disseminação do vírus no país.

A estratégia busca preservar o status brasileiro de país livre do sarampo e, ao mesmo tempo, ampliar a capacidade de resposta diante da entrada de casos provenientes de outros países.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #Amazônia#Brasil#Malária#MinisterioDaSaude#Sarampo#Saude#SaúdeIndígena#SUS#Tafenoquina#Vacinação
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