Glaucoma e catarata estão entre as doenças oculares mais comuns no Brasil e figuram como importantes causas de perda visual, especialmente na população acima dos 50 anos. Apesar de serem frequentemente confundidas, tratam-se de condições distintas, com causas, evolução e tratamentos diferentes.
A catarata ocorre quando o cristalino, lente natural do olho responsável por focar as imagens na retina, perde sua transparência. Esse processo leva a uma visão progressivamente embaçada, com redução da nitidez, dificuldade para enxergar à noite e percepção de cores mais amareladas. A doença costuma evoluir lentamente e está relacionada principalmente ao envelhecimento, embora também possa surgir em decorrência de diabetes, uso prolongado de corticóides, traumas ou fatores genéticos.
O tratamento da catarata é cirúrgico e consiste na substituição do cristalino opaco por uma lente artificial. A cirurgia é considerada segura e apresenta altos índices de sucesso, com recuperação visual significativa na maioria dos casos.
Já o glaucoma é uma doença crônica e silenciosa que afeta o nervo óptico, a estrutura é responsável por transmitir as informações visuais ao cérebro. Na maioria das vezes, está associado ao aumento da pressão intraocular, que provoca lesões progressivas e irreversíveis no nervo. Diferentemente da catarata, o glaucoma geralmente não apresenta sintomas nas fases iniciais, o que dificulta o diagnóstico precoce.
À medida que a doença avança, ocorre uma perda gradual do campo visual periférico, podendo evoluir para cegueira se não for tratada especificamente. O tratamento do glaucoma não resulta na perda da visão, mas é essencial para impedir a progressão da doença. Ele pode incluir o uso contínuo de colirios, procedimentos a laser ou cirurgia, dependendo da gravidade do caso.
Especialistas alertam que catarata e glaucoma podem coexistir no mesmo paciente, exigindo atenção redobrada e acompanhamento oftalmológico regular. Consultas periódicas, especialmente para pessoas com histórico familiar, diabetes ou idade avançada, são fundamentais para o diagnóstico precoce e preservação da visão.
O cuidado com a saúde ocular é decisivo para manter qualidade de vida e autonomia ao longo dos anos. A recomendação é não ignorar alterações visuais e procurar avaliação médica mesmo na ausência de sintomas aparentes.
*Da Agência Fonte Exciosa
