O mercado financeiro brasileiro viveu um dia de forte euforia nesta segunda-feira (9). O dólar encerrou o pregão abaixo de R$ 5,20, no menor nível em quase dois anos, enquanto a Bolsa de Valores registrou alta expressiva e bateu novo recorde histórico.
A moeda norte-americana fechou vendida a R$ 5,188, com recuo de 0,62%. Ao longo do dia, o dólar manteve trajetória de queda, chegando a R$ 5,17 no início da tarde. Mesmo com alguma recuperação pontual, motivada por compras oportunistas, a cotação permaneceu em baixa até o fim da sessão.
Esse é o menor valor registrado desde maio de 2024, quando a divisa era negociada a R$ 5,15. No acumulado de 2026, o dólar já apresenta desvalorização de 5,47% frente ao real.
No mercado acionário, o movimento também foi positivo. O Ibovespa, principal índice da B3, avançou 1,8% e encerrou o dia aos 186.241 pontos, superando novamente seu recorde histórico. A alta foi sustentada principalmente por ações de bancos, petroleiras e mineradoras, setores com grande peso na composição do índice.
A última máxima histórica do Ibovespa havia sido registrada no dia 3 deste mês. Desde o início do ano, a Bolsa brasileira acumula valorização de 15,69%.
Cenário internacional favorece mercados emergentes
A queda do dólar frente ao real acompanhou a tendência observada no mercado internacional. Entre os fatores externos, destacam-se especulações sobre possíveis intervenções para fortalecer o iene japonês e a repercussão de dados recentes da economia dos Estados Unidos.
Indicadores do mercado de trabalho norte-americano divulgados na semana passada vieram abaixo das expectativas, reforçando a percepção de que o Federal Reserve pode retomar o ciclo de cortes de juros. Além disso, a vitória eleitoral da primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi contribuiu para a valorização do iene frente ao dólar.
Outro ponto de peso foi a recomendação do governo chinês para que bancos privados reduzam a compra de títulos do Tesouro dos Estados Unidos. A China, maior detentora desses papéis, sinalizou a intenção de diversificar suas reservas internacionais, o que pressionou ainda mais a moeda americana.
Esse conjunto de fatores impulsionou a queda do dólar não apenas no Brasil, mas também frente a outras moedas de países emergentes, como o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano. O ambiente externo mais favorável, observado desde o início do ano, tende a continuar e pode seguir beneficiando o câmbio brasileiro nos próximos meses.
*Da Agência Fonte Exclusiva
