A Fundação do Câncer divulgou nesta quinta-feira (8) a versão atualizada do Guia Prático de Prevenção do Câncer de Colo do Útero, dentro do Janeiro Verde, mês dedicado à conscientização e prevenção da doença.
O novo guia orienta profissionais de saúde sobre a transição do rastreamento tradicional, que substituirá gradualmente o exame Papanicolau pelo teste molecular de DNA-HPV. De acordo com a consultora médica da Fundação, Flávia Miranda Corrêa, o exame é mais sensível e permite detectar a infecção pelo HPV de forma precoce, fortalecendo as estratégias de prevenção.
“É um teste automatizado, realizado em laboratório, com 99% de segurança. Se o resultado for negativo, a pessoa não desenvolverá lesão de câncer nos próximos cinco anos, podendo o intervalo ser maior em alguns países. A coleta é semelhante ao Papanicolau: o material do colo do útero é colocado em um tubete com líquido preservador e enviado ao laboratório”, explicou Corrêa.
O público-alvo do DNA-HPV no Brasil permanece entre 25 e 64 anos, mas a periodicidade mudou: o rastreamento deve ser realizado a cada cinco anos, enquanto no exame de citologia tradicional o teste era repetido a cada três anos, após dois resultados negativos realizados em um intervalo de um ano.
A vacinação gratuita contra o HPV também continua disponível pelo SUS para grupos prioritários, como pessoas com HIV/Aids, transplantados, pacientes oncológicos e vítimas de abuso sexual. A Fundação do Câncer ressalta que vacinação combinada com rastreamento é a forma mais eficaz de prevenir o câncer de colo do útero.
*Da Agência Fonte Exclusiva
