O avanço das pesquisas científicas sobre doenças neurodegenerativas tem aberto novas possibilidades para reduzir os impactos do Alzheimer, condição que afeta milhões de pessoas e é a principal causa de demência entre idosos.
A doença é marcada pela perda progressiva de memória, comprometimento das funções cognitivas e alterações comportamentais.
Esses efeitos estão relacionados ao acúmulo de proteínas no cérebro, como beta-amiloide e tau, que contribuem para a degeneração dos neurônios. Apesar de ainda não haver cura, diferentes estudos buscam alternativas para desacelerar sua progressão, incluindo o uso do canabidiol.
Experimentos realizados com animais indicam que a substância pode ajudar a diminuir a presença de compostos tóxicos no cérebro, além de favorecer a recuperação de conexões neurais e apresentar efeitos positivos na memória.
O canabidiol, conhecido como CBD, é um dos compostos derivados da planta Cannabis sativa e não possui efeito psicoativo, ao contrário do tetraidrocanabinol (THC). Essa característica amplia seu interesse para aplicações médicas.
De acordo com especialistas, o CBD apresenta propriedades anti-inflamatórias e pode atuar em mecanismos associados ao acúmulo de proteínas ligadas ao Alzheimer, fatores considerados centrais no desenvolvimento da doença.
Apesar dos resultados promissores em laboratório, pesquisadores destacam que ainda são necessários estudos clínicos mais amplos em humanos para comprovar de forma conclusiva a eficácia do composto no tratamento da condição.
Atualmente, o uso do canabidiol já é adotado em alguns casos clínicos para auxiliar no controle de sintomas, especialmente aqueles relacionados a alterações comportamentais.
Além disso, a substância também é aplicada no tratamento de outras condições, como epilepsia refratária, dores crônicas, ansiedade e esclerose múltipla.
Estudo recente conduzido por pesquisadores da Universidade de Shenzhen e da Academia Chinesa de Ciências, publicado na revista Molecular Psychiatry, reforça o potencial do canabidiol como uma alternativa em investigação no campo da neurociência.
Embora ainda em fase de estudos para aplicação em demências, o composto surge como uma possibilidade relevante para o desenvolvimento de estratégias voltadas à proteção do cérebro e à melhoria da qualidade de vida de pacientes.
*Da Agência Fonte Exclusiva
