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Mais de 20 milhões de brasileiros podem ter doença renal crônica. Pesquisa alerta para o baixo rastreamento entre pessoas com fatores de risco.

Imagem: Divulgação/MS

Doença renal crônica pode atingir mais de 20 milhões de brasileiros

Estudo aponta baixa realização de exames importantes para detectar alterações nos rins antes do surgimento de sintomas.

redacao Por redacao
12/08/2026 - 11:13
em Saúde
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A doença renal crônica (DRC) afeta uma parcela significativa da população brasileira e pode permanecer silenciosa durante os primeiros estágios.

Estimativas da Sociedade Brasileira de Nefrologia indicam que mais de 20 milhões de pessoas convivem com a condição no país, enquanto mais de 170 mil pacientes necessitam atualmente de terapia renal substitutiva, segundo o Censo Brasileiro de Diálise 2024.

Um estudo realizado com mais de 14 mil participantes chamou atenção para uma possível dificuldade na identificação precoce da doença entre pessoas que apresentam maior risco de desenvolver alterações nos rins.

A pesquisa avaliou a realização de exames utilizados para acompanhar a função renal e encontrou baixa frequência na combinação de duas avaliações importantes: a dosagem de creatinina no sangue e o teste de albuminúria, que identifica a presença de proteínas na urina.

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Segundo os resultados, menos de 5% dos participantes que realizaram o exame de creatinina também tiveram a albuminúria solicitada. Após uma campanha nacional de rastreamento, a proporção permaneceu abaixo de 7%.

Para os pesquisadores, os dados indicam que parte dos casos pode não ser identificada nas fases iniciais. O diagnóstico antecipado permite acompanhar a evolução da doença, adotar medidas para preservar a função dos rins e reduzir o risco de complicações.

A pesquisa foi desenvolvida em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Pontifícia Universidade Católica do Paraná e contou com especialistas de diferentes instituições brasileiras e internacionais. O trabalho foi publicado no Brazilian Journal of Nephrology.

Doença pode não apresentar sintomas

Um dos principais desafios relacionados à doença renal crônica é que alterações na função dos rins podem evoluir durante anos sem provocar sintomas perceptíveis. Quando os sinais aparecem, o comprometimento da função renal pode já estar em estágio avançado.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a doença renal crônica poderá ocupar a quinta posição entre as principais causas de morte no mundo até 2040.

A identificação precoce é considerada importante para reduzir o risco de complicações cardiovasculares, preservar a capacidade dos rins e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Dependendo do caso, o acompanhamento e o tratamento também podem retardar a progressão da doença e diminuir a possibilidade de necessidade de diálise.

Quem está mais exposto ao risco

Diabetes e hipertensão arterial estão entre os principais fatores associados ao desenvolvimento da doença renal crônica. Outros elementos também podem aumentar o risco, como idade avançada, obesidade, doenças cardiovasculares e histórico familiar de problemas renais.

O tabagismo e o uso de determinadas substâncias ou medicamentos potencialmente prejudiciais aos rins também merecem atenção, principalmente quando utilizados por pessoas que já apresentam redução da função renal.

Entre as condições que exigem acompanhamento estão:

  • diabetes tipo 1 ou tipo 2;
  • hipertensão arterial;
  • obesidade;
  • idade avançada;
  • histórico familiar de doença renal crônica;
  • doenças cardiovasculares;
  • tabagismo;
  • uso de substâncias potencialmente nefrotóxicas.

Prevenção depende do acompanhamento

O controle dos fatores de risco é uma das principais estratégias para reduzir a possibilidade de desenvolvimento ou progressão da doença renal crônica.

Medidas como acompanhamento regular de diabetes e hipertensão, controle do peso, abandono do cigarro e adoção de hábitos mais saudáveis podem contribuir para a proteção da saúde dos rins.

Para pessoas que fazem parte dos grupos de maior risco, o acompanhamento médico periódico pode ajudar a identificar alterações antes que ocorram danos mais graves.

A avaliação sobre quais exames devem ser realizados deve ser feita por um profissional de saúde, considerando as características e os fatores de risco de cada paciente.

*Da Agência Fonte Exclusiva.

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