Casos de hospitalização por vírus respiratórios aumentam no Brasil, aponta Fiocruz

Boletim Infogripe indica avanço do VSR e da influenza A e B em diversas regiões do país e alerta para alta de SRAG.

Fiocruz alerta para aumento de hospitalizações por VSR e influenza no Brasil. 11 estados estão em nível de risco para SRAG com tendência de crescimento.

Imagem: Reprodução/ Agência Brasil

O número de hospitalizações por vírus sincicial respiratório (VSR) tem aumentado em diferentes regiões do Brasil, segundo o novo boletim Infogripe, divulgado nesta quinta-feira pela Fundação Oswaldo Cruz (Fundação Oswaldo Cruz).

O levantamento também aponta crescimento de internações associadas aos vírus da influenza A e B em parte do território nacional.

O informe epidemiológico analisa o período de 31 de maio a 6 de junho e destaca que a queda de temperaturas típica desta época do ano favorece a circulação de vírus respiratórios, especialmente em ambientes fechados e com maior aglomeração de pessoas.

De acordo com o boletim, 11 das 27 unidades federativas apresentam nível de alerta, risco ou alto risco para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com tendência de crescimento sustentado dos casos, indicando pressão contínua sobre o sistema de saúde em diferentes regiões do país.

A análise por faixa etária mostra padrões distintos de circulação viral. Em crianças de até 4 anos, o avanço das internações está ligado principalmente ao vírus sincicial respiratório, um dos principais responsáveis por quadros graves na infância.

Entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos, o rinovírus é o mais frequente. Já entre jovens, adultos e idosos, predominam os casos de influenza A.

O boletim também aponta preocupação com o impacto acumulado da doença em 2026, com 3.591 mortes por SRAG registradas no país.

Desse total, 41,9% estão associadas à influenza A, reforçando a circulação ativa do vírus e seu potencial de gravidade em grupos vulneráveis.

Diante do cenário, a Fiocruz recomenda medidas preventivas como higienização frequente das mãos e uso de máscaras em unidades de saúde ou locais fechados com pouca ventilação e alta concentração de pessoas, especialmente durante o período de maior transmissão.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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