Caso de menina internada no RN levanta suspeita sobre detergente da Ypê

Criança apresentou reação intensa e autoridades aguardam exames laboratoriais.

Menina internada em Natal após sintomas graves pode ter relação com detergente citado em alerta sanitário.

📸Reprodução/Divulgação

Uma menina de 10 anos foi hospitalizada em Natal, capital do Rio Grande do Norte, após desenvolver um quadro clínico preocupante que passou a ser investigado por órgãos de saúde do estado.

A família acredita que os sintomas possam ter surgido após o uso de um detergente que integra um alerta recente divulgado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os primeiros sinais apareceram com irritações na pele e evoluíram rapidamente. A criança apresentou manchas pelo corpo, crises de coceira, dificuldade respiratória e limitações nos movimentos. Segundo familiares, houve momentos em que ela não conseguia mais caminhar.

Diante da gravidade do quadro, a menina foi atendida inicialmente em uma unidade de pronto atendimento na zona Norte da cidade e, posteriormente, transferida para o Hospital Infantil Varela Santiago, onde permaneceu sob observação médica.

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte acompanha o caso junto à vigilância epidemiológica. Até agora, não há confirmação de que os sintomas tenham sido provocados pelo produto utilizado na residência da família.

A suspeita ganhou força após a Anvisa anunciar o recolhimento preventivo de determinados lotes de detergentes da marca Ypê identificados com numeração final “1”, devido à possibilidade de contaminação microbiológica.

Conforme relato da mãe, a menina apresentou melhora progressiva durante a internação e voltou a andar normalmente. Ainda assim, exames laboratoriais seguem sendo realizados para identificar a origem da infecção diagnosticada pelos médicos.

O detergente usado na casa foi separado pela família e poderá passar por perícia técnica como parte da investigação. O caso despertou atenção nas redes sociais e ampliou o debate sobre cuidados relacionados ao uso de produtos de limpeza doméstica.

Especialistas reforçam que consumidores devem acompanhar orientações de órgãos sanitários e verificar informações sobre lotes incluídos em alertas preventivos divulgados pelas autoridades.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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