Brasil segue livre do vírus Nipah; risco de transmissão é considerado baixo

Ministério da Saúde mantém vigilância e reforça que não há casos confirmados no país, apesar de alertas internacionais sobre o vírus.

O Brasil continua sem casos do vírus Nipah (NiV). Ministério da Saúde afirma que risco de pandemia é baixo e destaca importância da vigilância e atenção a viajantes de áreas endêmicas.

Imagem: Reprodução/ Gettyimages.ru / DeFodi Images News / Contributor

O Brasil permanece sem registros do vírus Nipah (NiV), confirmou o Ministério da Saúde na segunda-feira (9), mantendo protocolos de vigilância epidemiológica para monitoramento de agentes patogênicos. A pasta avaliou que o risco de uma pandemia causada pelo vírus é considerado baixo.

O Nipah circula principalmente entre morcegos do gênero Pteropus e pode ser transmitido a humanos por alimentos contaminados ou pelo contato direto com animais infectados, conforme alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Nos seres humanos, a infecção pode começar com febre, dor de cabeça e vômitos, evoluindo em alguns casos para encefalite aguda, com taxa de letalidade de até 75%.

Em janeiro, a Índia registrou dois novos casos envolvendo profissionais de saúde, com 198 contatos testados — todos negativos. No mesmo período, Bangladesh teve um caso fatal associado ao consumo de seiva de tâmara; os 35 contatos próximos não desenvolveram a doença, sem registro de novos surtos.

Atualmente, não existe vacina nem tratamento específico aprovado para o NiV. O manejo clínico depende exclusivamente de cuidados de suporte intensivo.

A OMS classifica o vírus como prioritário para pesquisa de antivirais e vacinas, reforçando que a vigilância epidemiológica e o tratamento de suporte são, por enquanto, as únicas medidas eficazes.

No Brasil, a ausência de casos e a falta de morcegos hospedeiros nativos reduzem ainda mais a possibilidade de transmissão. Mesmo assim, as autoridades recomendam atenção a viajantes provenientes de regiões endêmicas e a manutenção de protocolos de vigilância, destacando a importância de informações precisas e transparência na comunicação do risco.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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