Brasil adota teste simples e mais preciso para rastrear câncer intestinal no SUS

Exame de fezes FIT será referência nacional e pode ampliar acesso à prevenção para mais de 40 milhões de pessoas.

Ministério da Saúde implementa o teste FIT no SUS para rastreamento do câncer colorretal e reforça prevenção no país.

📸Reprodução/Fernando Frazão/AgênciaBrasil

O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (21/5) a adoção de um novo protocolo nacional para o rastreamento do câncer colorretal no Sistema Único de Saúde (SUS).

A principal mudança é a incorporação do Teste Imunoquímico Fecal (FIT, na sigla em inglês) como exame de referência para homens e mulheres entre 50 e 75 anos que não apresentam sintomas.

De acordo com a pasta, o exame possui alta sensibilidade, variando entre 85% e 92%, o que aumenta a capacidade de identificar alterações que podem indicar lesões pré-cancerígenas ou câncer em estágio inicial.

A medida deve beneficiar mais de 40 milhões de brasileiros, ampliando o acesso à prevenção e ao diagnóstico precoce. Atualmente, o câncer colorretal é o segundo tipo mais frequente no país, desconsiderando os tumores de pele não melanoma.

Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 53,8 mil novos casos por ano entre 2026 e 2028.

O FIT é um exame simples, feito a partir de amostra de fezes coletada pelo próprio paciente em casa. O teste identifica a presença de sangue oculto, ou seja, pequenas quantidades não visíveis a olho nu, que podem estar associadas a pólipos, lesões iniciais ou câncer intestinal.

Uma das principais diferenças em relação a métodos anteriores é o uso de anticorpos específicos para detectar sangue humano, o que aumenta a precisão do diagnóstico e reduz resultados falsos.

Após a coleta, o material é enviado para análise laboratorial. Caso o resultado indique presença de sangue oculto, o paciente será encaminhado para exames complementares, como a colonoscopia, considerada o padrão-ouro para avaliação do intestino.

Além de permitir a visualização direta do cólon e do reto, o procedimento também possibilita a remoção de pólipos, reduzindo o risco de evolução para o câncer.

Segundo o Ministério da Saúde, o novo protocolo também deve contribuir para maior adesão da população ao rastreamento, já que o exame é mais simples e menos invasivo.

Entre as vantagens do FIT estão o fato de não exigir preparo intestinal, não demandar dieta restritiva, utilizar apenas uma amostra de fezes e ser um método mais confortável para o paciente, o que facilita sua realização em larga escala no SUS.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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