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Home Saúde
sobrevivente do holocausto

Aos 102 anos, Margot Friedländer posa para a Vogue Alemanha (Foto: Reprodução Instagram / @voguegermany Mark Peckme / Estadão)

Aos 102 anos, sobrevivente do Holocausto é capa da ‘Vogue’ alemã

Celebrando o amor, a edição da revista traz na capa Margot Friedländer, ativista e palestrante: 'Não olhe para o que os separa, mas para o que os une'

Redação Por Redação
22/06/2024 - 19:35
em Saúde
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Em um processo de resgate de memória e no combate ao etarismo, a revista Vogue Alemanha anunciou que Margot Friedländer, sobrevivente do Holocausto, é a capa da edição deste mês. Aos 102 anos, ela surpreende pela história de vida e superação.

Margot nasceu em Berlim, em 1921. Em 1944, foi levada para o campo de concentração Theresienstadt. Ela tinha apenas 21 anos. A mãe e o irmão foram assassinados pela Gestapo. Apesar da dor e do trauma, aprendeu a olhar com esperança para a vida.

Entre os horrores do campo de concentração, apaixonou-se pelo futuro marido. Após serem finalmente libertos, migraram para Nova York. Ficaram juntos até 1997, quando ele morreu. Foi quando sentiu que precisava voltar para sua terra natal.

Aos 88 anos, estava de volta a Berlin, dedicada a começar uma vida nova. A missão dela, a partir daquele momento, seria não deixar esquecer. Preservar a memória dos seus.

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Para Margot, cultivar a memória em torno de sua de vida – que também envolve um dos momentos mais assombrosos da história da humanidade – é mais que missão: ela criou um instituto que busca encorajar jovens a transmitirem histórias dos sobreviventes do Holocausto e a lutar contra o antissemitismo.

Para ela, a promover a tolerância entre diferentes povos segue sendo missão fundamental da humanidade.

Depois dos 100 anos, Margot é exemplo também pelo prazer que sente em viver. Vai à opera com amigas, visita escolas, conecta-se com outras gerações com ternura. Quando questionada por crianças sobre o que pensa da guerra entre Israel e Palestina, responde: “Não olhe para o que os separa, mas sim para o que os une. Seja humano. Seja sensato.”

Ela confessa querer se aproximar do público mais jovem. “Vocês, jovens, estão aqui. Vocês têm um futuro que outros não tiveram”, diz à revista.

Hoje, celebra a liberdade de poder contar sua história: “Sou grata. Grata por ter conseguido. Por poder realizar o desejo da minha mãe. Eu fiz minha vida.”

As informações são do Terra.

Tags: #Holocausto
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