Vídeos da pandemia são usados para desinformar sobre eleições

Conteúdos antigos foram retirados de contexto para tentar desestimular eleitores a votar em 4 de outubro.

Vídeos gravados durante a pandemia de covid-19 voltaram a circular fora de contexto para desinformar eleitores sobre as Eleições 2026.

Imagem: Reprodução/Paulo Pinto/Agência Brasil

Vídeos gravados durante a pandemia de covid-19 voltaram a circular nas redes sociais, desta vez associados de forma enganosa às Eleições 2026. As publicações utilizam imagens antigas para tentar passar a impressão de que haveria uma orientação para que eleitores não comparecessem às urnas no dia 4 de outubro.

O conteúdo, segundo a Justiça Eleitoral, não tem relação com a votação deste ano. As gravações foram produzidas durante a pandemia, quando autoridades de saúde recomendavam medidas de distanciamento e a redução de aglomerações para conter a transmissão do coronavírus.

Na versão que circula atualmente, uma fala de uma influenciadora aparece acompanhada de imagens antigas de artistas e de um candidato. A edição cria uma ligação entre as cenas e as eleições de 2026 que não existia no contexto original.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considera que conteúdos falsos ou enganosos que tenham como objetivo impedir ou desestimular o exercício do voto podem ser comunicados ao Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade). Entre as situações que podem ser denunciadas estão justamente mensagens que levem o eleitor a acreditar, de forma incorreta, que não pode, não precisa ou não deve votar.

Imagens antigas voltam a circular

O principal problema identificado no conteúdo é a retirada das imagens de seu contexto original. Durante a pandemia, recomendações para evitar aglomerações faziam parte das medidas adotadas para reduzir a circulação do coronavírus.

Ao reutilizar essas gravações em meio ao período eleitoral, a publicação cria uma associação que não corresponde ao momento em que os vídeos foram produzidos.

O TSE mantém canais oficiais para esclarecer informações que circulam nas redes sociais e orienta os eleitores a verificar conteúdos suspeitos antes de compartilhá-los.

O voto é obrigatório?

No Brasil, o voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas entre 18 e 70 anos. Para jovens de 16 e 17 anos, pessoas analfabetas e eleitores com mais de 70 anos, o voto é facultativo.

Quem não puder comparecer às urnas deve justificar a ausência. A justificativa pode ser feita no próprio dia da votação pelo aplicativo e-Título ou por meio do Requerimento de Justificativa Eleitoral nos locais indicados pela Justiça Eleitoral.

Para quem não justificar no dia da eleição, o prazo referente ao primeiro turno de 2026 termina em 3 de dezembro. No caso de eventual ausência no segundo turno, o prazo vai até 8 de janeiro de 2027.

Como denunciar conteúdos falsos

O TSE disponibiliza o Siade para receber comunicações sobre conteúdos que possam afetar a integridade do processo eleitoral. O sistema aceita denúncias anônimas e inclui entre os casos de sua competência as tentativas de impedir ou desestimular o voto.

Já situações relacionadas especificamente a possíveis irregularidades em campanhas eleitorais, candidatos, partidos ou pesquisas devem ser encaminhadas pelos canais correspondentes da Justiça Eleitoral, como o aplicativo Pardal.

A orientação é consultar informações sobre votação, locais, horários e regras diretamente nos canais oficiais do TSE e dos Tribunais Regionais Eleitorais.

Quando serão as Eleições 2026

O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 acontece em 4 de outubro, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Caso seja necessário um segundo turno, a votação está marcada para 25 de outubro.

Neste ano, os eleitores escolherão presidente e vice-presidente da República, governadores e vice-governadores, dois senadores por estado, deputados federais e deputados estaduais ou distritais.

Diante da circulação de conteúdos antigos apresentados como se fossem atuais, a Justiça Eleitoral recomenda atenção à origem das informações e à data em que os vídeos e publicações foram produzidos.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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