Venezuela anuncia acordo de 25 anos com os EUA para ampliar produção de petróleo

Plano prevê desenvolvimento de 17 campos petrolíferos, investimentos bilionários e produção superior a 1,5 milhão de barris por dia.

Venezuela anuncia acordo energético com os Estados Unidos para desenvolver 17 campos de petróleo e elevar a produção para mais de 1,5 milhão de barris por dia.

Imagem: Reprodução/ Agência Brasil

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou um acordo energético com os Estados Unidos que, segundo ela, terá duração de 25 anos e pretende recuperar parte da indústria petrolífera do país.

O projeto prevê o desenvolvimento de 17 campos estratégicos e tem como meta elevar a produção ligada ao acordo para mais de 1,5 milhão de barris de petróleo por dia. Em uma etapa posterior, outros oito blocos poderão ser incorporados.

Delcy afirmou que a parceria poderá gerar cerca de US$ 209 bilhões em receitas para a Venezuela e garantiu que o país continuará mantendo a propriedade e a soberania sobre seus recursos naturais. O setor petrolífero venezuelano enfrenta há anos problemas de infraestrutura, falta de investimentos, dificuldades de gestão e os efeitos de sanções internacionais.

Do lado norte-americano, Donald Trump classificou o entendimento como um grande acordo energético e afirmou que os Estados Unidos terão controle majoritário sobre operações envolvendo mais de 65 bilhões de barris de reservas venezuelanas por meio de uma parceria com empresas privadas.

O governo norte-americano também espera que empresas invistam dezenas de bilhões de dólares na recuperação da infraestrutura petrolífera venezuelana. A intenção de atrair aproximadamente US$ 100 bilhões em investimentos já havia sido apresentada por Trump no início do ano.

Apesar dos anúncios, pontos importantes ainda não estão claros, como a estrutura societária das operações, a identidade de todos os investidores, as regras de financiamento e a divisão exata do controle dos projetos.

A aproximação energética ocorre meses depois da captura de Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos, em janeiro, e da chegada de Delcy Rodríguez à Presidência interina.

Desde então, Caracas e Washington avançaram na retomada das relações e nas negociações envolvendo petróleo e investimentos.

O acordo já provoca críticas e protestos na Venezuela, principalmente sobre a participação estrangeira no setor petrolífero e a falta de detalhes públicos sobre as condições negociadas.

Para o governo venezuelano, porém, a expectativa é recuperar a produção, ampliar receitas e modernizar uma indústria considerada estratégica para a economia do país.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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