“Vão se preparando”: ministro do Trabalho afirma que fim da escala 6×1 está cada vez mais perto

Luiz Marinho defende modernização da jornada, redução do excesso de horas trabalhadas e transição gradual para modelos com mais descanso semanal.

Ministro Luiz Marinho defende fim da escala 6×1 e diz que mudança é prioridade do governo

Ministro Luiz Marinho participa de evento oficial do MTE em Brasília. Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, voltou a defender publicamente o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador cumpre seis dias seguidos de expediente e descansa apenas um. Segundo ele, a mudança é uma prioridade do governo, que pretende modernizar a legislação e ampliar o período de descanso semanal.

As declarações foram feitas durante um seminário da Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados. No evento, Marinho destacou que a redução da jornada semanal para 40 horas é possível, desde que acompanhada de um processo de transição que permita a adaptação de setores que operam ininterruptamente.

O ministro classificou o modelo 6×1 como “incompatível com a vida moderna” e ressaltou que ele impacta de forma mais severa as mulheres, especialmente aquelas que acumulam jornada dupla com responsabilidades domésticas. Para Marinho, o ideal é que os trabalhadores tenham pelo menos dois dias consecutivos de folga, assegurando melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

A proposta em discussão no Congresso, a PEC 8/2025, prevê uma jornada máxima de 36 horas semanais e abre caminho para escalas mais flexíveis, como quatro dias de trabalho por três de descanso. Segundo o ministro, a mobilização sindical será decisiva para que a mudança avance.

Apesar do otimismo, Marinho reconhece que a transformação não será imediata. O governo afirma que setores com operação contínua — como saúde, segurança e indústria de base — precisarão de ajustes específicos, e que a negociação coletiva será fundamental para garantir que a nova regra não comprometa a atividade econômica.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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