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Home Política
Desembargador investigado em caso que envolve ex-presidente da Alerj é levado para prisão em Niterói

Imagem: divulgação

Transferido para prisão em Niterói, desembargador é suspeito de favorecer investigados do Comando Vermelho

PF apura vazamento de informações sigilosas envolvendo magistrado, deputados estaduais e facções criminosas.

Redação Por Redação
17/12/2025 - 20:35
em Política
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Preso na última terça-feira (16), o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), foi transferido nesta quarta-feira (17) para a Cadeia Pública Constantino Cokotós, em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro.

O magistrado passou a noite custodiado após ter a prisão preventiva mantida em audiência de custódia realizada na terça-feira, na sede da Superintendência da Polícia Federal, no Rio, onde estava desde o cumprimento do mandado expedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Júdice Neto é investigado na segunda fase da Operação Unha e Carne, que apura o vazamento de informações sigilosas de investigações da Polícia Federal. A ação também levou à prisão, no início do mês, do então presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil).

Segundo as investigações, Bacellar teria repassado informações a alvos da Operação Zarkun, que resultou na prisão do deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, apontado como ligado à facção criminosa Comando Vermelho. O parlamentar foi preso em setembro junto com outras 14 pessoas.

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Rodrigo Bacellar foi solto após decisão do plenário da Alerj e não perdeu o mandato, mas foi afastado da presidência da Casa por determinação do STF. Ele cumpre medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno, entrega de passaporte e suspensão do porte de arma.

De acordo com a Polícia Federal, o desembargador Macário Júdice Neto era relator do processo envolvendo TH Joias e mantinha uma relação próxima com Bacellar, o que levanta suspeitas de repasse de informações sigilosas. As investigações foram autorizadas pelo STF e estão no âmbito da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas.

Na quinta-feira (18), a 1ª Seção Especializada do TRF2 irá analisar o recebimento da denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal contra TH Joias e outros investigados. O julgamento será relatado pelo desembargador federal Júlio de Castilhos e presidido por Wanderley Sanan Dantas.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #Alerj#Justica#OperaçãoZarkun#Rio#SegurançaPública#TRF2
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