A saída imediata de John Phelan do cargo de secretário da Marinha dos Estados Unidos estaria relacionada a tensões internas no alto escalão do governo norte-americano, especialmente a um atrito com o secretário de Guerra Pete Hegseth.
A informação foi divulgada pela agência Axios nesta quinta-feira (23), com base em fontes ligadas ao caso.
Segundo relatos citados pela reportagem, Hegseth teria acusado Phelan de ultrapassar suas atribuições ao agir como se tivesse autonomia de comando.
Uma das fontes afirmou que o então secretário “não entendia que não era o chefe” e que sua função era seguir ordens, não defini-las, indicando um desgaste na relação entre os dois.
Outro fator apontado como origem da crise foi a proximidade de Phelan com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
De acordo com interlocutores, ele mantinha contato direto com o presidente e chegou a discutir questões operacionais da Marinha, como problemas de corrosão em embarcações militares. Essa atuação teria sido vista como um desvio da cadeia de comando tradicional.
O episódio também expôs diferenças internas entre integrantes do governo. Fontes citadas pela Axios destacaram a relação mais alinhada de outros nomes da área militar, como Daniel Driscoll, apontado como próximo do vice-presidente J.D. Vance.
Apesar da crise, integrantes do governo afirmam que o secretário de Guerra segue respaldado por lideranças do Executivo, incluindo Trump, o secretário de Estado Marco Rubio e o general Dan Caine. Segundo um alto funcionário, essas relações seguem sólidas, embora o ambiente interno permaneça instável.
*Da Agência Fonte Exclusiva
