STF rejeita prorrogação da CPMI do INSS e critica vazamento de dados sigilosos

Ministro Alexandre de Moraes destaca abusos da comissão e afirma que extensão não é direito garantido.

O STF, com votos contrários de Moraes, Dino e Zanin, avança na análise sobre a prorrogação da CPMI do INSS, destacando vazamentos de dados sigilosos e abusos na comissão.

Imagem: Reprodução/ Rosinei Coutinho/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) avançou nesta quinta-feira (26) na análise da prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Até o momento, o placar parcial aponta três votos contrários à extensão dos trabalhos, contra apenas um favorável.

O ministro Alexandre de Moraes, que votou contra a prorrogação, foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin, enquanto André Mendonça defendeu a continuidade da comissão por até 60 dias.

Em seu voto, Moraes reconheceu a importância das CPIs para investigar fraudes e responsabilizar envolvidos, mas ressaltou que não há um “direito líquido e certo” que obrigue a prorrogação da CPMI.

Segundo ele, a instalação de comissões é prerrogativa da minoria, enquanto a extensão dos trabalhos depende da maioria.

O ministro criticou ainda abusos cometidos pela comissão, destacando o vazamento de dados sigilosos à imprensa: “A CPMI fez um link com dados sigilosos de toda prova da Polícia Federal de contatos, agendas, telefonemas e distribuiu aos jornalistas”.

No início de março, Moraes havia negado contato com o banqueiro Daniel Vorcaro em novembro de 2025, apesar da divulgação de mensagens do celular do empresário após envio dos dados para a CPMI pela Polícia Federal.

O debate sobre a prorrogação surgiu a partir de pedido do presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que alegou omissão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Mesa Diretora.

Na segunda-feira (23), Mendonça havia concedido 48 horas para que o requerimento fosse lido, autorizando a prorrogação automática em caso de descumprimento.

Diante da indefinição, Viana decidiu prorrogar a CPMI por até 120 dias e suspendeu as sessões até a decisão final do STF.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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