PEC que pode encerrar escala 6×1 entra em fase de negociações na Câmara

Relator busca consenso entre trabalhadores e empregadores; proposta pode incluir regras de transição e compensações.

PEC que propõe o fim da escala 6x1 avança na Câmara dos Deputados com negociações entre governo, sindicatos e empresários. Relatório final deve sair em breve.

Imagem: Reprodução/ Agência Brasil

Depois de uma reunião com centrais sindicais, o relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala 6×1, deputado Leo Prates (Republicanos), afirmou que o objetivo é construir um texto de consenso entre trabalhadores e empregadores.

Segundo o parlamentar, ainda há discussões em aberto sobre a possível criação de mecanismos de compensação, tema considerado sensível no debate.

Ele destacou que eventuais definições dependerão do governo e de avaliações sobre os impactos sociais da mudança.

Prates argumenta que a proposta pode trazer efeitos positivos em diferentes segmentos da sociedade, como famílias, mulheres e jovens, além de influenciar a organização do mercado de trabalho no país. No entanto, reforça que a decisão final caberá ao Executivo.

Outro ponto em análise é a criação de uma regra de transição para a implementação da eventual mudança na jornada. A ideia é equilibrar uma adaptação gradual sem prolongar excessivamente o processo de mudança.

A comissão especial da Câmara iniciou nesta terça-feira a fase de deliberação da proposta, analisando pedidos de audiências públicas e convites a autoridades, incluindo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.

O cronograma prevê reuniões ao longo das próximas semanas, com debates em diferentes estados e participação de representantes do governo, sindicatos e entidades empresariais.

Segundo o presidente da comissão, deputado Alencar Santana (PT), o objetivo é ampliar o diálogo para avaliar os impactos da medida em diversos setores.

A expectativa é que o relatório final seja apresentado nos dias 25 e 26, com votação prevista para o dia 27 na comissão especial.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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