O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou prazo de 24 horas para que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro preste esclarecimentos sobre um vídeo divulgado nas redes sociais por seu filho, Eduardo Bolsonaro.
A decisão foi motivada pela circulação de uma gravação em que Eduardo afirma ter produzido o conteúdo para mostrar ao pai durante participação na Conservative Political Action Conference, realizada nos Estados Unidos.
No vídeo, ele menciona a intenção de demonstrar que um movimento político não pode ser interrompido pela prisão de sua principal liderança.
Na avaliação de Moraes, o episódio pode indicar descumprimento das medidas impostas ao ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar por 90 dias desde a última sexta-feira (27), após alta hospitalar.
Entre as restrições estabelecidas, Bolsonaro está proibido de utilizar celulares, telefones ou qualquer meio de comunicação externa, seja de forma direta ou por intermédio de terceiros. Também não pode acessar redes sociais nem produzir ou divulgar vídeos e áudios.
O ministro determinou ainda que visitas autorizadas ao ex-presidente sejam submetidas a vistoria prévia, com retenção de aparelhos eletrônicos por parte dos agentes responsáveis pela segurança.
Moraes ressaltou que eventual descumprimento das medidas poderá levar à revogação da prisão domiciliar, com retorno ao regime fechado ou, se necessário, transferência para unidade hospitalar sob custódia.
*Da Agência Fonte Exclusiva
