O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deverá prestar depoimento à Polícia Federal no dia 28 de julho, às 14h, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A oitiva integra um inquérito que investiga uma possível prática de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A investigação teve início após uma publicação feita pelo parlamentar na rede social X, em 3 de janeiro de 2026. Segundo a Polícia Federal, o conteúdo divulgado teria associado o presidente da República a supostos crimes sem apresentação de provas.
A realização do depoimento foi definida após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). De acordo com Moraes, a defesa de Flávio Bolsonaro havia sido consultada para indicar uma data para a oitiva, mas os advogados solicitaram mais prazo e sugeriram novas possibilidades de agenda.
Na decisão, o ministro afirmou que a defesa não apresentou documentação que justificasse a ausência do senador nas datas inicialmente propostas. Segundo Moraes, a definição do depoimento tem como objetivo garantir o avanço regular das investigações.
Investigação da Polícia Federal
O inquérito foi aberto em abril de 2026 após pedido da Polícia Federal e manifestação da PGR. Durante a apuração, os investigadores analisaram a publicação feita pelo senador e encaminharam um relatório ao Supremo Tribunal Federal.
Após receber as informações da PF, o STF encaminhou o caso para avaliação da Procuradoria-Geral da República, que acompanha o andamento da investigação.
Segundo a Polícia Federal, Flávio Bolsonaro teria feito acusações consideradas falsas contra Lula ao relacionar o presidente a crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a grupos terroristas, aproximação com regimes autoritários e supostas irregularidades eleitorais.
Próximos passos do caso
Com o depoimento marcado, a investigação entra em uma etapa de coleta de novos esclarecimentos. Após a análise das informações reunidas, as autoridades poderão avaliar quais medidas serão adotadas no andamento do inquérito.
O caso segue sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal.
*Da Agência Fonte Exclusiva.
