Flávio Bolsonaro apresenta propostas para política externa e defende aproximação do Brasil com Israel

Durante conferência internacional na Argentina, senador afirmou que pretende transferir a embaixada brasileira para Jerusalém e aderir aos Acordos de Abraão caso seja eleito presidente em 2026.

Flávio Bolsonaro apresenta propostas para a política externa em evento na Argentina, defende aproximação com Israel, transferência da embaixada para Jerusalém e adesão aos Acordos de Abraão.

Imagem: Reprodução/ Redes sociais // Lula Marques/Agência Brasil

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou neste domingo (29), em Buenos Aires, propostas para a política externa brasileira em um eventual governo a partir de 2027.

Entre os principais compromissos anunciados estão o fortalecimento das relações com Israel, a transferência da embaixada do Brasil para Jerusalém e a adesão aos Acordos de Abraão.

As declarações foram feitas durante a abertura da Latin America Chairmen’s Conference, evento promovido pela Israel Allies Foundation em parceria com a American Friends of the Isaac Accords, que reúne lideranças políticas para discutir cooperação internacional e relações diplomáticas.

Durante o discurso, Flávio Bolsonaro criticou a condução da política externa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que o Brasil teria reduzido sua proximidade diplomática com Israel.

O senador também declarou que pretende nomear um novo embaixador brasileiro para o país, destacando que o posto estaria sem ocupação desde 2024.

Outro compromisso apresentado foi a mudança da embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém. A proposta já havia sido defendida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018, mas não chegou a ser implementada ao longo de seu mandato.

O parlamentar também afirmou que pretende formalizar a entrada do Brasil nos Acordos de Abraão, iniciativa lançada em 2020 com mediação dos Estados Unidos durante o governo de Donald Trump.

O acordo estabeleceu a normalização das relações diplomáticas entre Israel e países árabes, como Emirados Árabes Unidos e Bahrein, ampliando a cooperação política, econômica e de segurança na região.

A questão envolvendo Jerusalém permanece um dos temas mais sensíveis da diplomacia internacional. Resoluções das Nações Unidas defendem que o status definitivo da cidade seja definido por meio de negociações entre israelenses e palestinos. Por essa razão, a maioria dos países mantém suas embaixadas em Tel Aviv.

Especialistas também apontam que uma eventual transferência da representação diplomática brasileira poderia produzir impactos nas relações comerciais com países árabes, especialmente em setores ligados ao agronegócio, além de gerar repercussões no cenário diplomático internacional.

Durante a conferência, Flávio Bolsonaro também defendeu uma aproximação estratégica entre Brasil, Israel, Argentina e Estados Unidos. O senador elogiou o presidente argentino Javier Milei e afirmou que as reformas econômicas conduzidas pelo governo argentino representam um modelo de recuperação para a região.

Ao concluir sua participação, o parlamentar relacionou sua pré-candidatura ao crescimento de governos conservadores nas Américas, movimento que chamou de “Onda Azul”. Como exemplos, citou Donald Trump, Nayib Bukele, Daniel Noboa e Santiago Peña, afirmando que o Brasil poderá integrar esse grupo após as eleições presidenciais de 2026.

*Da Agência  Fonte Exclusiva

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