O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi preso nos Estados Unidos e está sob custódia do ICE. A detenção ocorreu na cidade de Orlando, embora o local exato onde ele está sendo mantido não tenha sido divulgado pelas autoridades.
A prisão foi confirmada pela Polícia Federal, que informou apenas que um cidadão brasileiro condenado pelo Supremo Tribunal Federal foi capturado no exterior por meio de cooperação internacional com autoridades norte-americanas.
O nome de Ramagem já consta no sistema digital do ICE, órgão responsável pela fiscalização migratória e cumprimento de ordens judiciais relacionadas à imigração nos Estados Unidos.
Condenação e fuga
Ramagem foi condenado pelo STF a 16 anos de prisão por envolvimento em uma tentativa de ruptura institucional após as eleições de 2022. Segundo a decisão da Corte, ele integrava uma organização criminosa que teria atuado para tentar impedir a posse do presidente eleito.
De acordo com as investigações, o grupo seria liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Após a condenação, o ex-deputado deixou o país. Segundo a Polícia Federal, ele teria fugido pela fronteira com a Guiana e embarcado rumo aos Estados Unidos utilizando passaporte diplomático, que não havia sido apreendido.
Extradição solicitada
O governo brasileiro formalizou o pedido de extradição no fim de 2025. Ramagem também passou a integrar a lista de procurados da Interpol, o que facilitou sua localização e captura fora do país.
Agora, o processo depende das autoridades norte-americanas, que irão analisar o pedido brasileiro com base em tratados internacionais e legislação local.
Outros processos
Além da condenação principal, Ramagem também responde no STF por crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo:
- dano qualificado com uso de violência
- grave ameaça
- deterioração de patrimônio tombado
Essas acusações passaram a tramitar após a perda de seu mandato parlamentar, ocorrida em dezembro de 2025.
Histórico político
Durante o governo Bolsonaro, Ramagem ocupou o cargo de diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), sendo considerado um dos nomes mais próximos ao núcleo político da gestão.
Sua prisão no exterior representa um novo desdobramento das investigações relacionadas aos atos antidemocráticos e à tentativa de golpe após o processo eleitoral de 2022.
*Da Agência Fonte Exclusiva
