Eleição 2026: 24% preferem presidente sem vínculo com Lula ou Bolsonaro

Pesquisa Genial/Quaest aponta desejo por renovação política e queda no apoio à reeleição do atual presidente

Rejeição ao petista sobe para 59%; para 24% dos brasileiros, melhor cenário é eleição de um nome sem ligação com os ex-presidentes.

Reprodução | Agência Brasil

Novos dados da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira (31), mostram uma tendência crescente entre os brasileiros: a busca por alternativas fora dos polos lulista e bolsonarista. Segundo o levantamento, 24% dos entrevistados afirmam preferir que o próximo presidente não tenha vínculo nem com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem com Jair Bolsonaro (PL). Além disso, 17% desejam a vitória de um nome completamente de fora da política.

A pesquisa também aponta um aumento na rejeição à candidatura à reeleição de Lula. Hoje, 59% acreditam que o petista não deveria disputar um quarto mandato, número que era de 56% na rodada anterior, em 9 de outubro. A parcela que apoia uma nova candidatura do presidente caiu de 42% para 38%. Vale lembrar que Lula anunciou sua intenção de concorrer novamente no dia 23 de outubro, durante viagem à Indonésia.

A rejeição a Jair Bolsonaro também é ampla. Embora inelegível, o ex-presidente segue se colocando como pré-candidato. Para 67% dos brasileiros, Bolsonaro deveria apoiar outro nome em 2026, enquanto apenas 26% defendem que ele dispute o pleito.

Cenários eleitorais

Mesmo com oscilações recentes na avaliação do governo, Lula ainda venceria nove dos dez adversários testados em cenários de segundo turno. A única exceção é uma reedição da disputa contra Jair Bolsonaro: embora o petista apareça numericamente à frente, com 42% contra 39%, a diferença está dentro da margem de erro, caracterizando empate técnico.

Avaliação de declarações recentes de Lula

A pesquisa também investigou a repercussão de falas recentes do presidente. Em 24 de outubro, Lula afirmou que “traficantes também são vítimas de usuários”. A opinião gerou forte reação: 81% dos entrevistados discordam da declaração, incluindo 66% dos eleitores que se dizem “lulistas”.

Outra fala mal avaliada foi a crítica à megaoperação policial no Rio de Janeiro, ocorrida em 28 de outubro. Lula classificou a ação como “desastrosa”, mas 57% dos entrevistados discordam da avaliação.

Metodologia

A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 2.004 pessoas presencialmente entre os dias 6 e 9 de novembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com índice de confiança de 95%.

*Da Agência Fonte Exclusiva.

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