Deputado do PL propõe plebiscito para separar o Sul do Brasil

Deputado Bruno Souza, de Santa Catarina, relacionou a iniciativa às diferenças políticas evidenciadas nas eleições de 2026; Constituição impede a separação dos estados.

Deputado Bruno Souza (PL-SC) propõe plebiscito sobre a separação da Região Sul do Brasil, mas a Constituição impede a saída dos estados da Federação.

Imagem: Reprodução

A ideia de separar a Região Sul do restante do Brasil voltou ao debate político após o deputado estadual Bruno Souza (PL-SC) anunciar que pretende propor um plebiscito sobre o tema. A declaração foi publicada nas redes sociais após o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, realizado em 25 de outubro.

O parlamentar afirmou que pretende cumprir um compromisso assumido durante a campanha e consultar a população sobre a permanência de Santa Catarina e dos demais estados sulistas na Federação brasileira. Na publicação, ele argumentou que o resultado das urnas evidenciou diferenças de preferências políticas entre as regiões do país.

Proposta envolve os três estados do Sul

A iniciativa mencionada por Souza envolve Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. O deputado defende que os moradores da região possam se manifestar sobre a continuidade do vínculo com o restante do país.

A proposta ganhou repercussão nas redes sociais e provocou questionamentos sobre sua viabilidade jurídica. Embora a Constituição permita consultas populares em determinadas situações, a separação de estados brasileiros para formar um território independente não está prevista no ordenamento constitucional vigente.

Constituição impede a separação

O artigo 1º da Constituição Federal estabelece que a República Federativa do Brasil é formada pela união indissolúvel dos estados, municípios e do Distrito Federal. Além disso, o artigo 60, parágrafo 4º, inciso I, protege a forma federativa de Estado como cláusula pétrea, impedindo sua abolição por meio de emenda constitucional.

Isso significa que um plebiscito estadual não seria suficiente para autorizar a independência de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Os estados possuem autonomia política, administrativa e financeira, mas não soberania para deixar a Federação brasileira.

Portanto, mesmo que a ideia recebesse apoio popular, o resultado de uma consulta não teria força jurídica para concretizar a separação dos três estados.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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