Decisão de Moraes sobre exame médico de Bolsonaro provoca reação de aliados

Pedido do DF para avaliar saúde do ex-presidente é retirado do processo da trama golpista por falta de pertinência.

Moraes descarta exame médico para Bolsonaro e medida é alvo de críticas de aliados

Moraes descarta exame médico para Bolsonaro e medida é alvo de críticas de aliados. Imagem: STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que não é o momento processual adequado para analisar o pedido do Governo do Distrito Federal para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passasse por uma avaliação médica. A informação foi divulgada pelo portal g1.

A solicitação, feita pela Secretaria de Administração Penitenciária, buscava verificar a “compatibilidade” de Bolsonaro com uma eventual prisão no Complexo Penitenciário da Papuda. Moraes classificou o pedido como “não pertinente” e determinou que fosse retirado da ação penal que trata do núcleo principal da chamada “trama golpista”, investigação que apura supostas tentativas de reverter o resultado das eleições de 2022.

Reação de Flávio Bolsonaro

A decisão provocou reação imediata de aliados. Em entrevista à Revista Oeste, o senador Flávio Bolsonaro chamou de “insanidade” a possibilidade de o pai cumprir pena na Papuda e criticou a condução do processo.

“Essa farsa capitaneada pelo Alexandre de Moraes tem todas as nulidades, absurdos e atrocidades juntas em um único documento”, afirmou. O parlamentar disse acreditar que “o tempo vai reparar essa injustiça” e voltou a questionar a segurança e as condições de saúde do ex-presidente.

Flávio argumentou ainda que colocar Bolsonaro na Papuda significaria submetê-lo a um ambiente inadequado para quem tem histórico de cirurgias e problemas de saúde.

“Vai colocar um ex-presidente que tem problemas de saúde em um local onde certamente ele terá muito mais dificuldade com seu tratamento”, declarou. Ele também afirmou que Bolsonaro seria encaminhado a um “covil de marginais”, caso a prisão fosse determinada.

Críticas de apoiadores

A jornalista e ex-candidata à Prefeitura de Curitiba, Cristina Graeml, também criticou a decisão. Em publicação no X (antigo Twitter), classificou a medida como “desumana”.

“Como pode ser ignorado o estado de saúde de um homem de 70 anos, que foi esfaqueado e já passou por diversas cirurgias? Além de desarrazoada, essa determinação é desumana!”, escreveu.

A ação penal segue em andamento no STF. A defesa de Bolsonaro reagiu nas últimas semanas apresentando recursos e pedindo revisão de condenações relacionadas às investigações sobre a tentativa de reverter o resultado eleitoral.

*Da Agência Fonte Exclusiva.

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